Água, sabão e gol!
A Seleção Brasileira é pentacampeã no futebol de praia, tetracampeã no futebol de campo, mas ainda engatinha, ou melhor, tropeça no futebol de sabão. Não que isso seja um problema, afinal, a idéia é cair mesmo. Há um mês funcionando em Londrina, o FutSabão inova nas dimensões e no material utilizado no campo, à base de espuma de densidade 28 coberta por uma lona. Mas o diferencial fica por conta da mistura de água e sabão neutro que é jogada sobre a lona. E aí, dá para entender a brincadeira, já que não faltam escorregões e tombos.
A novidade do futebol no sabão veio de Montova, na Itália, segundo Alexandre Rico, um dos sócios do negócio. Um amigo que voltou da Itália nos contou sobre o futebol de sabão e disse que em Brasília já estava funcionando, conta Rico, que logo foi visitar a Capital para conferir a idéia italiana.
Sem juiz para fiscalizar, o placar pode ser marcado pelo número de tombos dos jogadoresCom um cerca inflável ao redor do campo, a primeira impressão é a de uma grande piscina, mas a água não chega nem ao tornozelo dos jogadores, o que já é suficiente para atrapalhar-animar o jogo. É muito difícil tentar marcar gol, e pode vir o maior craque aqui, que ele vai cair, garante Rico. Desde a inauguração, já foram gastos mais de 160 litros de sabão neutro, segundo o empresário, que está com agenda lotada. É preciso fazer a reserva com uns três de antecedência, explica.
O jogo dura meia hora e podem participar de oito a 14 pessoas, descontando o juiz, que neste caso fica na reserva. A gente fez até gol com a mão, contam os amigos Guilherme Gerais, 11 anos e Augusto Jamus, 10 anos, que estrearam no novo campinho na semana passada. O legal é cair e derrubar os outros, explicam os garotos, que prometem repetir a dose.
Os garotos Augusto e Guilherme: o legal é cair e derrubar os outrosO comerciante Carlos Eduardo Cury também gostou da idéia. Ele agenda com os amigos um jogo no sabão por semana. Só não vamos marcar outro jogo porque a turma toda vai viajar, diz Cury. Aqui é mais para dar risada e descontrair as tensões da semana, conta o comerciante que diz não ter abandonado o campo tradicional. Dividindo o campo com Cury, o advogado Luis Fernando Hasegawa, estreou com vitória. É interessante, não machuca porque é macio e o impacto é menos violento, explica.
O olho fica ardendo um pouco, principalmente para quem fica no gol, diz Cury. Para os jogadores que podem deixar o gol desprotegido, uma mangueira sempre aberta fica à disposição para quem quiser tirar o sabão dos olhos. Como todo campo que se preze, o FutSabão também conta com vestiários para os jogadores e jogadoras. Tem muitos times só de mulheres, conta Alexandre Rico. Elas caem menos, completa. Será que elas são mais craques? Acho que é porque elas tomam mais cuidado, os homens já entram em campo caindo, diz o empresário.Fotos: César AugustoNova mania de verão, o lance é jogar futebol na água e sabãoKarla Matida





