Tão indesejáveis quanto a celulite, as estrias são consideradas inimigas públicas das mulheres. E não é para menos: podem estar presentes em qualquer parte do corpo, mas costumam atingir com mais frequência seios, abdome e nádegas.
A boa notícia é que, ao contrário do que se pensava anos atrás, há como tratar as estrias. A melhor época para isso é logo na adolescência, quando elas costumam surgir e o organismo responde melhor aos estímulos para a produção de novas fibras.
Mas atenção: a paciente deve saber que nenhum procedimento - estético ou médico - dá fim definitivo às estrias. Elas podem melhorar até 80%, principalmente se são estrias recentes, aquelas avermelhadas. Já as estrias brancas, mais antigas, não têm uma melhora tão intensa, mas os resultados são incontestáveis.
Segundo a dermatologista Dulce Monteiro, que integra a equipe da clínica João Augusto Bille, as estrias surgem pela ruptura das fibras que sustentam a pele e estão localizadas na segunda camada, a derme. A camada de cima permanece intacta e por isso não há sangramento.
No estágio inicial, as estrias são avermelhadas e podem ser levemente elevadas, como se estivessem inchadas. Logo depois, tornam-se planas e com cor vermelha clara e, após meses ou anos, ficam esbranquiçadas e adelgadas, com rugas finas em sua superfície. São irregulares e variam em tamanho e largura.
''As estrias surgem com maior frequência na puberdade e sobretudo no sexo feminino, mas podem aparecer nos homens também, em geral na altura da coluna lombar'', explica Dulce.
São mais comuns na adolescência pelo aumento rápido das mamas, alargamento dos quadris, aumento das nádegas e pelo próprio crescimento.
Fora do período desse período, as causas das estrias são várias: aumento ou perda de peso; gravidez (atingem cerca de 50% das grávidas, pela rápida distensão do abdome e mamas e mudança hormonal brusca, aumento de peso e alargamento dos quadris); uso de alguns medicamentos como os corticóides; e doenças como a obesidade ou síndrome de Cushing. Além disso, musculação pesada, com ganho muscular rápido e consequente distensão seguida da ruptura das fibras colágenas e elásticas também pode ocasionar o aparecimento das estrias.
Laser Estrias recentes, normalmente ainda avermelhadas, costumam responder melhor ao tratamento do que as brancas, por isso a importância de procurar um especialista logo que elas começam a aparecer. ''Mas mesmo as brancas ficam bastante atenuadas com os modernos tratamentos, que utilizam aparelhos que emitem luzes especiais como lasers ou aparelhos de luz intensa pulsada. Dentre os aparelhos existe o Quantum, que oferece a vantagem de ter ponteiras resfriadas para que a pele não sofra queimaduras'', afirma a
dermatologista.
Conforme a médica, o tratamento é bastante seguro e indolor e o cuidado que se deve ter é o de não expor a área que está sendo tratada ao sol. ''Geralmente, o tratamento a melhora costuma variar entre 50 e 80%. É importante também evitar fatores que predisponham ao aparecimento de novas estrias, como engordar e emagrecer abruptamente'', ressalta.
Normalmente são indicadas de 5 a 8 sessões com aparelhos que emitem luzes especiais, como o laser, mas se as estrias forem ainda avermelhadas podem exigir um menor número de sessões. A largura das estrias e o fato de estarem em uma mesma direção da pele, ou seja, paralelas, ou entrecortadas em direções diferentes também influencia no estabelecimento do número de sessões de laser indicadas. Estrias entrecortadas em direções diferentes denotam que a ruptura das fibras foi mais grave e neste caso a quantidade de sessões deve ser maior.
Novíssimos tratamentos
Renovar a epiderme, aumentando a produção de colágeno e elastina para preencher (de dentro para fora) os pontos de ruptura e aumentar a flexibilidade, como ação preventiva, são tentativas de apagar as estrias. Dois tratamentos recentes, que já estão sendo usados em São Paulo, trazem novas promessas de resultados positivos.
Um dos mais modernos é o Eletrolifting, coquetel de substâncias à base de colágeno, vitamina C e ácido que ajuda na reestruturação da pele. ''O ácido provoca irritação sobre a estria, que aumenta a produção de novas células, explica a esteticista paulistana Ana Flor Picolo.
Outra técnica que acaba de chegar ao Brasil é o Cromopeel, tratamento que associa ácidos e colorantes. O primeiro descama a pele, enquanto o colorante tinge as linhas brancas, disfarçando as estrias. O pacote com dez sessões, mínimo indicado, sai por R$ 600 e, como a pele fica sensível, o sol é proibido depois das aplicações.
Outra novidade é o peeling de Emblica, um ativo fitoterápico que promete reduzir estrias antigas e esbranquiçadas (as mais resistentes) em 70%. Obtido de uma planta nativa do sudoeste asiático, estimula a produção de colágeno de forma a preencher os vãos, nivelando a pele estriada. A dermatologista Cristine Carvalho, de São Paulo, já utiliza o método associando cobre, retinol e DMAE ao peeling de Emblica. Recomenda-se fazer, em média, dez aplicações para estrias recentes e 15 para as mais antigas.
Já a injeção de gás carbônico, que vem sendo usada com sucesso contra a gordura localizada, celulite e flacidez, é outro método que chega ao Brasil. A técnica francesa consiste na aplicação do gás diretamente no tecido subcutâneo com agulha cuta e fina. O gás se espalha pela área e estimula a formação de novas fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela firmeza, sustentação e uniformidade da pele. O tratamento dura de 15 a 20 sessões. (Fontes: Agência Estado e Revista Boa Forma/Agosto

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