Adoção tem o poder de mudar a vida dos pais e da criança
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quinta-feira, 31 de maio de 2012
Redação FolhaWeb 
''Uma gestação de nove anos.'' Foi dessa forma que Lucimar Nóbrega, 42 anos, definiu o processo de espera até a chegada do filho Bernardo, atualmente com 7 anos. Depois de três anos de tratamentos para engravidar, ela e o marido, Lourival Medeiros, 50, tomaram a decisão de adotar uma criança. O processo para conseguir realizar o sonho de serem pais foi longo e, em alguns momentos, muito doloroso. Hoje, com o filho em casa há quase seis anos, eles só têm a agradecer pela iniciativa. O amor incondicional despertou no momento em que conheceram o garoto e trouxe aos três o sentimento de viver em família.
''É um processo muito doloroso. A psicóloga da Vara da Infância faz uma investigação que vai no nosso íntimo. Me sentia impotente diante da situação'', conta a mãe, que ficou vários anos na fila da adoção em Londrina sem êxito de adotar uma criança.
Bernardo estava abrigado em outro município quando foi adotado pelo casal. ''Só vi a foto dele um dia antes de conhecê-lo. Depois de muitas tentativas frustradas, queria ter certeza que tinha dado tudo certo'', relembra. Inscritos para adotar uma menina, eles se encantaram por Bernardo, à época com um ano e meio, e nunca mais conseguiram ''desgrudar'' do garoto. ''Ele veio andando, nos 'reconheceu' e se aninhou no meu colo. O amor começou ali'', emociona-se Lucimar, para quem o filho ''salvou nossa vida''.
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