A psicóloga Ana Paula Cruz de Queiroz, da Vara da Infância e Adolescência de Londrina, explica que os pais interessados em adotar devem se cadastrar no processo de habilitação. Os pedidos são avaliados pelo setor técnico do órgão. ''Não há critérios pré-estabelecidos. As situações são observadas individualmente para verificar a viabilidade da adoção'', esclarece.
Ao final da habilitação, quando a inscrição é deferida, os dados vão para o chamado cadastro nacional da adoção. Os candidatos podem se inscrever para adotar apenas crianças do município onde residem ou constar no cadastro de outros estados. ''Quando surge uma criança com o perfil escolhido, são procurados os candidatos 'da vez''', esclarece, lembrando que são priorizadas as pessoas do município.
Apesar da maior flexibilização com relação às características desejadas para as crianças, a preferência ainda é por meninas brancas de até um ano de idade. Por isso, quem espera adotar uma criança com esse perfil acaba esperando mais tempo na fila. ''As pessoas que concordam em adotar crianças maiores ou irmãos normalmente esperam menos'', explica, lembrando que, preferencialmente, a Justiça mantém irmãos na mesma família.
Ana Paula acrescenta que a criança passa a ser filha do casal com a finalização do processo, mas, antes disso, a nova família passa por um período de adaptação que é acompanhado por porfissionais da Vara da Infância de acordo com a necessidade de cada caso. (C.A.)

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