Além de escolher uma boa academia, com profissionais capacitados, na hora de começar a se exercitar é preciso utilizar o tênis certo. O indispensável vestimento cuida dos pés, músculos e articulações, absorve impacto e previne lesões.
As marcas, que se aprimoram ano a ano, investindo em qualidade e tecnologia, despejam no mercado centenas de tendências, criações cheias de cores e estilo. Só que na hora da escolha, o indicado é atentar-se ao material, solado e amortecimento.
Para cada modalidade, há um modelo adequado. ''O que se preconiza é a qualidade de conforto e a prevenção de lesões. Fatores como amortecimento, estabilidade, acomodação no pé, peso, preço e design precisam ser levados em consideração na hora de comprar um tênis'', diz o ortopedista Ludovico Pieri Neto.
Outro fator relevante é o tipo de pé, já que todas as pessoas possuem um ciclo biomecânico único, sendo uns pronadores (sapatos mais gastos para o lado de dentro), uns supinadores (desgastes para o lado de fora) e outros neutros (por igual). Com a tecnologia a favor do esporte, muitas lojas já dispõem de aparelhos por meio dos quais é possível dectar qual seu tipo de pé.
''O mais correto é fazer uma avaliação com um profissional, dizer que tipo de exercício você vai fazer, para que ele possa ver que tipo de pé você tem e, assim, lhe indicar o modelo certo. Existem trabalhos mundiais que mostram que se a pessoa usar o calçado adequado pode reduzir em 50% os riscos de lesões. Hoje, as mais comuns pelo uso inadequado do tênis são a tendinite que, quando não tratada, tende a virar uma tendinose que pode, uma hora ou outra, fazer com que o tendão se rompa'', explica Ludovico. Segundo ele, a corrida e a caminhada estão entre as modalidades de exercícios que mais implicam nos problemas citados.
Em virtude das centenas de modelos de tênis, o consumidor acaba dando uma atenção demasiada para detalhes como amortecimento ou algo mais inovador. Segundo o especialista, é um comportamento errado.
O primeiro passo é comprar o produto em uma loja especializada, em seguida analisar o formato dos pés, o amortecimento, a palmilha (esta colabora para uma melhor acomodação e conforto), a estabilidade e a biomecânica - hoje a maioria dos modelos possui solas intermédias moldadas -, o que leva os pés a assentarem anatomicamente no tênis. A flexibilidade, porém, precisa ser na medida certa.
''A escolha de uma boa meia também é importante. Hoje os tecidos estão tecnológicos, com fibras que ajudam o pé a não suar, evitando bolhas e mau cheiro. Leve em conta também a durabilidade. Um tênis de corrida para uma pessoa que corre uma hora de três a quatro vezes por semana tem vida útil de seis a oito meses'', esclarece o ortopedista.

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Para corrida, Mizuno Wave Prophecy
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| Foto: Fotos: Divulgação
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Ludovico Pieri Neto, ortopedista: ‘‘O que se preconiza é a qualidade de conforto e a prevenção de lesões’’
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