Com a aproximação do Dia das Crianças, começa o vaivém dos pais para definir o presente dos filhos. O mercado oferece um turbilhão de ideias, que vão desde brinquedos, livros, jogos até roupas e acessórios infantis. Com tantas opções, os adultos se veem muitas vezes em uma verdadeira ''saia justa''. Como, afinal, acertar na escolha e agradar as crianças?

A pedagoga Cleide Vitor Mussini Batista, pós-doutora em psicologia e coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas do Brincar, Infância e Diferentes Contextos da Universidade Estadual de Londrina (UEL), visitou duas lojas infantis em Londrina com a reportagem da FOLHA: Ciranda e Ri Happy. Circulando pelos corredores, ela explicou que o brincar segue um percurso e que os interesses e as necessidades variam nas diferentes fases da infância, o que reflete diretamente na escolha dos presentes.

Ela destaca que nem sempre o brinquedo deve seguir a idade cronológica da criança. ''A indicação da faixa etária que aparece nas caixas dos brinquedos deve servir como um orientador, mas não precisa ser necessariamente obedecida. É preciso considerar as questões subjetivas de cada criança'', pontua.

Cleide alerta que muitos pais tentam, devido ao ritmo da vida moderna, suprir suas ausências com bens materiais. ''Isso é preocupante. Muitas vezes o que a criança precisa é de atenção'', destaca, acrescentando que é preciso impor limites e não presentear os filhos de forma indiscriminada.

Apesar da importância de considerar a subjetividade da criança, a pós-doutora esclarece que cada faixa etária tem suas especificidades. ''De zero a dois anos, por exemplo, a criança está na fase oral e coloca tudo na boca. Por isso, é importante se preocupar com o material do produto. É interessante também que ela tenha contato com diferentes texturas, cores, odores e sons.''

Leia a reportagem completa de Paula Costa Bonini em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

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