Pequenos gestos no dia a dia podem ter efeitos positivos e, de certa forma, até inimagináveis para muita gente. O abraço é um exemplo. Você já parou para pensar o quanto ele pode fazer a diferença em nossa rotina?

Pois, foi justamente este o tema de uma pesquisa da Universidade de Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e que vem sendo cada vez mais discutido na última década. A proposta é que as pessoas troquem ao menos oito abraços diários.

Em resposta, o organismo libera a oxitocina, hormônio associado ao amor maternal e que é conhecido como "hormônio do amor", uma vez que promove sentimentos de bem-estar e união social. Mas os benefícios vão além.

A psicóloga Roberta Campos, de Londrina, explica que a "terapia do abraço" reduz o nível de cortisol, hormônio do estresse e, consequentemente, a ansiedade. "Quando envolvemos a pessoa neste laço, que é o abraço, estamos remontando uma situação de acolhimento, de entrega, de se sentir aceito de qualquer maneira e isso faz com que nossa pressão sanguínea diminua, a ansiedade diminua e o nível de estresse fique estabilizado", afirma, enfatizando que a resposta do organismo só ocorre a partir de oito abraços por dia. "A expectativa é sempre aumentar."

Mas engana-se quem pensa que aquele abraço rápido do "oi, tudo bem?" é suficiente para tais efeitos. A psicóloga afirma que se a energia de reciprocidade não for mútua, não é válido. "Tem que ser um momento de entrega, de acolhimento da outra pessoa. É aquele abraço de mãe, de vínculo", completa.

Além da afetividade e dos benefícios para a saúde física e emocional, Roberta explica que a terapia do abraço tem se revelado como uma necessidade em tempos atuais. "Hoje não existe mais aquele treino que tínhamos de conversar com as pessoas olhando nos olhos, com contato físico. Fala-se muito pelo celular, pelas redes sociais e, com isso, o nível de ansiedade é muito maior, pois também vivemos correndo de uma atividade para outra", ressalta.

A terapia do abraço também é estudada por cientistas americanos, em crianças com dificuldade ao contato, com limitações como a síndrome de Down e o autismo. Os cientistas criaram uma jaqueta que simula a sensação do abraço para que elas sejam beneficiadas com a sensação de acolhimento.

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