Conhecer a Amazônia é conhecer um novo Brasil. Por isso, um dos passeios mais interessantes a se fazer na região é a visita à casa de um caboclo, como são chamados os amazonenses. Fora das cidades, a maioria das pessoas vive às margens dos rios em casas flutuantes, que ficam sobre toras gigantes de madeira ou em casas de palafitas, suspensas por pedaços de madeira para evitar o alcance das águas dos rios durante as cheias.
Como as águas do Rio Negro são ácidas, a maioria das pessoas vive às margens do Solimões, um rio mais rico em substâncias que, consequentemente, deixa o solo da região mais fértil. A maioria da população ribeirinha vive da pesca, da agricultura e da criação de animais e tem nos rios suas ruas e avenidas. Tudo acontece pela água. Há barcos que funcionam como posto de combustível, como mercados e até aqueles que transportam animais. No sábado a noite, é comum ver as pessoas produzidas, andando com seus barquinhos ou canoas a caminho de um passeio ou da igreja.
Nas margens dos rios, há pequenas vilas com estrutura para os ribeirinhos, como escolas, igrejas e atendimento médico. Apesar da simplicidade, todos têm geradores de energia elétrica e caixas d’água, sendo que em algumas casas é possível observar até antenas de emissoras de TV via satélite.
No fim da época de cheia, os moradores das casas de palafitas precisam se adaptar ao nível da água, que quase sempre sobe demais e acaba inundando as residências. Para evitar estragos, os ribeirinhos sobem as tábuas do assoalho das casas, em uma manobra chamada de "maromba", assim como a mobília. Apesar do aparente "transtorno", a situação é vista como comum para a população que enfrenta dificuldades maiores quando o nível do rio baixa demais. Se a seca é muito grande, falta acesso, comida e trabalho. (B.Q.)


Imagem ilustrativa da imagem A vida nos rios
População ribeirinha vive da pesca, da agricultura e da criação de animais e tem nos rios suas ruas e avenidas
Imagem ilustrativa da imagem A vida nos rios
Como as águas do Rio Negro são ácidas, a maioria das pessoas vive às margens do Solimões
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