A vida fica melhor
Como saber se a dificuldade observada é motivo suficiente para ir até um consultório psicológico? Não será um exagero? Essa é uma das maiores dúvidas dos pais quando começam a perceber mudanças de comportamento nos hábitos dos filhos.
Antes de encaminhar o filho para acompanhamento psicológico, é normal existir uma certa resistência por parte dos pais afirmam os especialistas. Até tirarem as dúvidas sobre o posicionamento que estão tomando, eles (os pais) questionam sobre a própria conduta. Será que estou errando, ou sendo omisso em alguma coisa?
Para a jornalista Helenida Tauil da Costa Branco, que tem duas filhas Natália, de 14 anos e Renata, de 9 , que fazem acompanhamento com psicanalistas já há alguns anos, esse tipo de terapia nada mais é que um recurso da medicina para ajudar a enfrentar os sofrimentos e os dissabores da vida de uma outra forma, menos dolorida.
Natália começou a frequentar o psicólogo aos 7 anos. Na época, ela teve alopécia queda de cabelo causada por algum tipo de trauma ou stress. Foi esse o motivo que levou Helenida a procurar por um psicólogo para encaminhar a filha que, segundo ela, no momento precisava de um acompanhamento emocional.
Natália não gostava das sessões. Ela conta que ia sem interesse algum. Nem sabia o que estava fazendo. Mas hoje, a situação é outra. ''Além de me conhecer melhor, também posso compreender melhor os outros'', explica.
Um pouco depois da Natália, a caçula Renata, que tem temperamento oposto ao da irmã, que é mais extrovertida, também começou a fazer terapia. Segundo a mãe, Renata sempre foi muito tímida e exigente consigo mesma, por isso, a psicanálise ajudou-a a perder alguns medos e a se relacionar melhor com os amigos e até mesmo com a própria família.
A jornalista não vê a terapia como um tratamento para algum problema. Para ela, que durante dez anos fez análise, a experiência serviu não apenas como um suporte, mas também como um complemento importante na vida.
No caso das filhas não foi diferente. Helenida buscou a terapia como forma de compensar um bloqueio emocional vivido pelas duas. Apesar das situações serem diferentes, ela encontrou na psicologia a ferramenta necessária de apoio e conhecimento mútuo. ''Encaramos as dificuldades no dia a dia sem muito sofrimento quando estamos em sintonia com a nossa saúde física, espiritual e intelectual'', argumenta. (J.H.)





