A vida contada em horas
Se eu não soubesse administrar meu tempo, não faria tudo o que faço, garante Bárbara Laffranchi, diretora da TV Mix e técnica da Seleção Brasileira de Ginástica. No período da manhã, ela se dedica à televisão, à tarde ao treinamento da Seleção, e à noite se divide entre ajudar a filha nos deveres escolares, escrever um livro sobre Ginástica Rítmica Desportiva, e lá pelas 23 horas, vai cuidar do corpo fazendo uma hora de musculação. Como não tenho tempo de ir a uma academia, instalei aparelhos de ginástica em casa, o que facilita minha prática de exercícios físicos, diz.
Apesar de trabalhar em média 11 horas por dia, Bárbara Laffranchi ainda encontra tempo para pintar e praticar hipismo. Além disso, nos finais de semana, não abro mão de sair para dançar e curtir meu namorado, afirma. Entre tantas atividades, ela precisa ainda reservar tempo para cerca de seis a sete viagens por ano à Europa. Como técnica preciso acompanhar a Seleção de GRD nos campeonatos mundiais, informa.
Segundo ela, a receita para driblar os ponteiros do relógio é planejar suas atividades, selecionando as prioridades. É fundamental também dosar muito bem trabalho e lazer. Nos finais de semana, por exemplo, desligo meu celular e só vou pensar no serviço na segunda-feira. Na minha opinião, a gente não pode se preocupar com as coisas mais que o necessário, afirma Bárbara Laffranchi.
Já o professor de educação física Antônio Carlos Dourado confessa que tenta administrar seu tempo, mas dificilmente consegue. Ele dá aulas na Universidade Estadual de Londrina, no Campus Avançado de Colorado, faz mestrado e ainda é diretor financeiro da Federação de Desportos Aquáticos do Paraná. Eu gostaria que o dia tivesse 48 horas. Porém, mesmo com apenas 24 horas, eu consigo fazer tudo o que preciso. Nem tudo. Devido a esse excesso de atividades, tenho ficado pouco tempo com minha mulher e meus filhos. É difícil um final de semana que não tenho nada para fazer, conta.
Ele diz que faz uma programação semanal de suas atividades, tentando priorizar o que é mais urgente. Mas nem sempre consigo cumprir à risca. Mesmo assim, ele confessa que não se sente estressado. Se eu tivesse outra profissão, com certeza, estaria mais cansado, acredita Antônio Carlos Dourado. (C.M.)





