A vantagem da guarda compartilhada
Quando um casal com filhos decide se separar, geralmente começa uma batalha para definir com quem as crianças irão morar e como serão as visitas e passeios do que perdeu a guarda. Um processo estressante para pais e filhos, garante a psicóloga Salete Regina Coser. ''Muitos pais e mães usam a criança para agredir o outro. Denigrem a imagem do ex-parceiro(a) e transformam visitas em verdadeiras guerras'', comenta.
O ideal depois da separação, segundo o juiz de família Marco Antônio Massaneiro, seria que os pais optassem pela guarda compartilhada. Nela, os filhos têm um lar principal com um dos pais, onde ficam suas coisas e sua referência de casa, mas podem ser visitados e passar uns dias com o outro quando quiserem, sem autorização prévia de um juiz. ''As atividades das crianças também são distribuídas entre os dois, pai e mãe. Um leva o filho à escola e o outro vai buscar, janta com ele e o leva para casa sem que isso seja um crime'', explica.
Para isso acontecer, o casal precisa se entender bem e confiar um no outro, uma vez que a relação com os filhos continua como se não tivesse existido uma verdadeira separação. ''A guarda compartilhada ainda é pouco escolhida pelos pais, que envolvem os filhos nas brigas pessoais. Mas para a criança, sem dúvida, seria a melhor solução. O ganho de se conviver livremente com o pai e a mãe é muito grande para o desenvolvimento emocional dos filhos, uma vez que cada um excerce um papel indispensável'', observa a psicóloga. (H.F.)





