Recém-reformado, o moderno aeroporto de Brasília já é a primeira de várias surpresas que a Capital Federal proporciona para o turista. Quem viaja para lá pensando que a cidade fica restrita ao roteiro cívico, vai perceber o engano rapidamente. E quem nem se dá ao trabalho de visitá-la, não sabe o que está perdendo.

Idealizada pelo urbanista Lúcio Costa e pelo arquiteto Oscar Niemeyer, Brasília nasceu na gestão de Juscelino Kubitschek, que imaginou uma capital fora do eixo RJ-SP-MG. Pouco mais de 50 anos depois, a cidade não só é o centro do poder, como entrou na rota da moda e da gastronomia. Grifes nacionais e internacionais desembarcaram por lá e têm clientela fiel. Entre os restaurantes, a veia cosmopolita de Brasília – endereço das embaixadas dos quatro cantos do planeta –, inspira cardápios variados.

O francês Daniel Briand é um dos nomes que entra fácil nas listas de quem enche a boca para falar das delícias da Capital. São croissants e doces diversos servidos em uma atmosfera bem parisiense em plena Asa Norte, na CLN 104 Bloco A, Loja 26.

Tal endereço, assim como todos os outros da cidade, é que parece indigesto para quem está acostumado com ruas com nomes e sobrenomes. Em Brasília, a combinação de letras e números, à primeira vista confusa, facilita a vida dos moradores. No trânsito, mesmo com as vias longas e largas, o pedestre tem prioridade nas suas faixas.

Uma lista anunciada em 2008 pelo Bureau Internacional de Capitais Culturais elegeu as sete maravilhas do patrimônio material de Brasília: Catedral de Brasília, Congresso Nacional, Palácio da Alvorada, Palácio do Planalto, Templo da Boa Vontade, Ponte JK e Santuário Dom Bosco. Este último, aliás, uma visita imperdível. Os vitrais azulados conferem uma beleza toda especial ao espaço que homenageia o santo padroeiro da cidade.

Fora do circuito da Praça dos Três Poderes, que é passeio realmente obrigatório na Capital – como não passar pelo Palácio do Planalto, pelo Congresso Nacional e a Catedral? –, o Pontão do Lago Sul tem pouco mais de 10 anos e é um dos pontos de encontro mais movimentados. Além do pôr do sol de tirar o fôlego, tem vista para a belíssima Ponte JK (que imita o bater de uma pedra na água segundo o arquiteto Alexandre Chan) e vários restaurantes e bares às margens do Lago Paranoá.

No quesito história, o pit stop é no Memorial JK, que preserva roupas e mobílias do presidente Juscelino Kubitschek. Seus restos mortais, aliás, estão lá. O espaço foi idealizado pela viúva Sarah Kubitschek no início dos anos 1980 e tem projeto de Niemeyer.

Para a Copa, além da inauguração do Estádio Mané Garrincha, a cidade ganhou reformas – somando-se às melhorias feitas para o cinquentenário. Uma das novidades é a Torre de TV, que foi revitalizada. Seu mirante, a 75 metros de altura, oferece uma bela vista de Brasília. Na mesma praça fica a fonte luminosa com generosos jatos de água. As esculturas que formam a frase Eu Amo Brasília ao pé da Torre já são o novo clássico para as fotos.

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Os vitrais azuis do Santuário Dom Bosco
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Interior da Catedral de Brasília: não deixe de visitar
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Idealizado por Sarah Kubitschek e com projeto de Niemeyer, o Memorial JK é pura história
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