Primeiro, foi ele quem veio, diretamente de Estocolmo para Curitiba. Depois, a esposa. Morando há mais de um ano na capital paranaense, o sueco Henrik Berqstrom, 26 anos, e a mexicana Ayde Morfin, 27 anos, chegaram até aqui por causa da Electrolux. Com sede na Suécia, a fábrica costuma fazer uma espécie de intercâmbio de funcionários. E foi para exercer a sua especialidade em ciências econômicas, que Henrik largou tudo por lá, para tentar se adaptar a um novo país e a uma nova e totalmente diferente cidade.
‘‘Já tínhamos passado pelo Brasil antes, mas eu não pude entrar porque não tinha visto de entrada’’, conta Ayde. ‘‘Agora estamos morando bem no centro de Curitiba. É uma cidade boa, calma, mas acho que ela ainda precisa de muitas coisas, principalmente no que diz respeito ao comércio e à cultura’’.
E este, segundo Ayde, também não é único problema para a adaptação do casal. Em casa desde que chegou ao Brasil, ela reclama da falta de oportunidade e de trabalho. ‘‘Para o Henrik é bem mais fácil’’, conta Ayde. ‘‘Ele está trabalhando. Mas para mim , é um dos maiores problemas. Sou formada em marketing, com especialização em negócios internacionais. Mas não posso trabalhar por aqui. Assim estou em aulas de pintura, cerâmica e outras oficinas. Mas nada que substitua o trabalho’’, diz a mexicana que, mesmo diante das dificuldades de adaptação, ainda não desistiu de conhecer também outros países.

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