Arquivo FolhaCoincidência ou não, o sobrevivente do acidente trágico que matou a princesa Diana e o seu namorado Dodi Al Fayed foi o único passageiro que usava cinto de segurança, o jovem guarda-costas Trevor Rees-Jones. Outros acidentes têm mostrado que o cinto também pode atrapalhar. Em algumas circunstâncias pode até ser perigoso para quem o está usando. No entanto, na grande maioria dos casos, o cinto é um aliado importante da vida porque ajuda a evitar acidentes fatais e lesões graves em várias situações.
Segundo o capitão da Companhia de Trânsito de Londrina, Manoel da Cruz Neto, é por causa disso que o cinto de segurança tem seu uso obrigatório também dentro das cidades, em todo o Brasil, desde o final de 95. O objetivo é preservar vidas. Nesse aspecto, ele lembra que é importante que crianças até 12 anos andem no banco detrás. ‘‘A preocupação é que num eventual acidente, a criança não corra o risco de ser degolada devido ao impacto causado pelo cinto de três pontas, geralmente usado no banco da frente’’, diz.
Segundo o tenente Garcia Sidnei Fernandes, o uso do cinto de três pontas no banco da frente é essencial. ‘‘Ele protege o tronco do motorista e do passageiro (adulto), impedindo-os de ser arremessados contra o pára-brisa e o painel do carro’’, explica.
Na opinião do tenente, todos os carros deveriam ser equipados com esses cintos nos bancos dianteiros. ‘‘O correto seria se pudéssemos verificar também as condições de uso dos cintos de segurança. No entanto, não temos condições de realizar os testes. Fiscalizamos apenas o uso do cinto, a lei não especifica o tipo do equipamento nem distingue maiores características’’, diz.
Segundo Ivandir Luiz da Silva, chefe de oficina da Maracajú Veículos, a vida útil de um cinto de segurança varia muito. Na verdade, é difícil esse equipamento apresentar problemas. ‘‘O que se coloca é que o material não pode sofrer esgarçamento, sob o risco de romper-se. Além disso, é preciso ficar de olho no travamento do cinto’’, diz. Nos cintos abdominais, o encaixe deve estar perfeito. No de três pontas, é importante verificar o jogo que o cinto permite com o corpo. Se ele estiver largo, é preciso cuidado. Portanto, torna-se necessária uma revisão.
Coisas como moedas, brinquedos pequenos, grampos e até fiapos de capas que revestem os bancos do carro são os maiores responsáveis pelos problemas encontrados em cintos de segurança. ‘‘Eles costumam prender o cinto de três pontas, dificultando seu uso. Além disso, podem prejudicar o engate do gatilho do cinto, fazendo com que ele se solte em situações de choque, entre outros’’, explica. Nas concessionárias, uma revisão para verificar as condições de uso do cinto está em torno de R$ 35,00. A troca de um cinto do banco dianteiro custa cerca de R$ 150,00, do banco traseiro, R$ 40,00. Os preços variam em função de marcas de cintos, tipos de carros e mão-de-obra cobrada pelo serviço.
Nas autopeças, a maioria dos cintos de segurança encontrados custa de R$ 5,00 a R$ 10,00. Porém, muitos deles não possuem nem marcas e os próprios vendedores não sabem informar sobre o fabricante. O que deixa dúvidas sobre o controle de qualidade realizado nesses materiais.

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