A redescoberta do público infanto-juvenil
Especialistas afirmam que o hábito de leitura se forma entre 7 e 13 anos. É justamente nessa fase da pré-adolescência que alguns dos autores, que participaram da última Bienal do Livro no Rio, no final do ano passado, concentraram esforços, especialmente nas meninas, que lêem mais do que os meninos.
Por muito tempo, as pré-adolescentes ficaram esquecidas, já que o alvo dos autores, até então, eram as meninas um pouco mais velhas. Nessa fase acontecem muitas coisas importantes e, segundo os escritores, esses fatos ficavam desvalorizados.
Autoras como Thalita Rebouças, que começou com 10 mil exemplares, em sete anos de carreira, sua marca chegou a 100 mil exemplares vendidos. No Brasil, um título que venda entre 15 e 20 mil já entra nas listas de best-sellers publicadas em jornais e revistas.
Para a escritora Inês Stanisieri, autora de quatro livros para meninas e um para meninos, não existe mais uma relação distante entre o autor e os leitores. Ela afirma que as personagens são muito reais, passam por coisas que as meninas também passam. Os leitores pedem conselhos, falam intimidades, mantendo contato através da internet.
A autora está lançando pela editora Planeta o ''Superblog das Maravilhosas Mari, Luma e Carol'' (as três personagens de seus livros anteriores) e ''Caderno Podrão do Bolinha e do Bolão'' (sua estréia no universo dos meninos). Em apenas três anos e numa editora pequena, a autora já superou a marca dos 115 mil exemplares vendidos.
O fenômeno não é isolado: na Record, a listagem dos cinco títulos que mais saíram nos 11 dias da Festa do Livro incluia também infanto-juvenis (do selo Galera): ''A Princesa no Limite - O Diário da Princesa 8'', ''Gossip Girl 1 - As Delícias da Fofoca'', ''It Girl - Garota Problema'', ''Gossip Girl 8 - Nunca Mais'' e ''O Livro Perigoso para Garotos''. (M.O. com agências)





