A prevenção exige atenção de pais e professores
Quando um dos três filhos da comerciante Cristina Figueiredo Gomes começa a coçar a cabeça, ela imediatamente faz uma vistoria nos cabelos das crianças à procura de piolhos. Mãe de duas meninas de 4 e 3 anos, e de um garoto de 1 ano, ela conta que demorou para descobrir quando a filha mais velha foi contaminada pela pediculose, no ano passado.
Ela começou a coçar a cabeça, mas achei que fosse alergia por causa do calor. Como a coceira não passava, fui olhar e achei um monte de lêndeas, revela. Identificado o problema, ela passou um xampu específico para piolhos na filha e conseguiu eliminar os ácaros. Além disso, passei muito pente fino e tirei as lêndeas uma a uma. Deu muito trabalho, recorda-se.
Depois desse episódio, Cristina passou a ficar mais atenta ao comportamento dos filhos. Apesar de a filha nunca mais ter tido infestações, ela olha a cabeça das crianças freqüentemente. O cuidado é redobrado quando a escola manda bilhetes avisando que crianças da mesma classe estão contaminadas.
Trabalho pedagógico
No Colégio Estadual Humberto Puiggari Coutinho, que atende crianças a partir de seis anos, o trabalho preventivo para amenizar a infestação por piolhos é feito o ano todo. De acordo com a diretora geral da escola, Leliane Noivo Jorge, o assunto está inserido nos conteúdos programados para o período letivo das séries iniciais do ensino fundamental, sendo abordado de maneira pedagógica durante as aulas.
Teatros, textos, aulas expositivas e dramatizações são alguns recursos utilizados pelos professores para explicar às crianças como ocorre a contaminação e a melhor maneira de prevenir e tratar a doença. Além disso, estamos sempre reforçando a importância de ter bons hábitos de higiene, explica.
O trabalho com as crianças é complementado pela orientação aos pais, feita mensalmente na reunião realizada entre professores e responsáveis pelos alunos. Nós pedimos a colaboração das famílias orientando para que sempre mandem as crianças de banho tomado e penteadas à escola. Também solicitamos que eles olhem a cabeça dos filhos periodicamente, conta.
As professoras também observam as crianças e, no caso de suspeita de piolho, orientam os pais para que tomem as providências necessárias. O resultado do trabalho que realizamos é muito positivo. Quando as mães acham piolhos, já avisam a professora para que outros casos sejam identificados, evitando a reinfestação.
Leliane lembra que a ocorrência de piolhos é comum em locais onde há aglomeração de pessoas. Por isso, sempre tratamos do assunto de maneira natural, diz. (C.A)





