A não aceitação do novo corpo está na maneira como a grávida enfrenta a maternidade
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de maio de 2004
Ana Clara Garmendia<br>Especial para a Folha da Sexta 
Para a psicóloga Indiara Bekin, o problema que as mulheres enfrentam com as roupas durante a gestação é bem mais profundo que a futilidade de não querer vestir uma roupa cafona. A não aceitação do novo corpo, que, muitas vezes, acaba levando ao choro e à depressão, está na maneira como a grávida enfrenta a futura maternidade. As causas determinantes podem ter diferentes origens.
A gravidez altera a auto-estima de várias maneiras. É uma questão mais profunda do que simplesmente rejeitar roupas. Quando a mulher passa por alguma situação, como por exemplo não ter uma gravidez desejada ou esperada. E também como ela lida com a possibilidade de uma grande transformação em sua vida. Tudo influencia na maneira como ela vai se ver durante os nove meses de espera, diz.
Ainda conforme a psicóloga, a implicância com o corpo e com as roupas nada mais é do que uma insegurança nascida de uma situação na qual a mulher não sabe ainda como ela própria irá enfrentar. Se ela era independente e não tinha vínculos profundos familiares ou, se não tem certeza de como o parceiro vai apoiá-la quando a criança nascer, são fatores fortes para que não se sinta confortável com a barriga.
A solução para esses impasses vem através da ajuda das pessoas que fazem parte do dia a dia da gestante. É preciso que o companheiro, os amigos e até mesmo os colegas de trabalho ajudem no processo de aceitação da nova fase. O carinho, o elogio à barriga, ao corpo todo, tudo isso ajuda na recuperação da auto-estima confusa,
finaliza. n


