A mulher no espelho
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 10 de dezembro de 2004
Da Editoria 
Como parte inicial da metodologia da pesquisa, foi desenvolvida uma revisão literária sobre beleza. Para que o estudo ganhasse ''corpo'' e pudesse se encaixar nos diferentes padrões mundiais, foram analisadas pesquisas acadêmicas, artigos jornalísticos, internet e diversas publicações.
Esse trabalho possibilitou uma melhor compreensão global do assunto e revelou alguns dados tão curiosos como alarmantes. Um artigo no jornal Time Asia, de 2001, por exemplo, relata que as chinesas estão se submetendo a cirurgias para extensão das pernas por acreditarem que isso as ajudaria no mercado de trabalho.
Em Israel, pesquisadoras concluíram que a anorexia nervosa aumentou assustadoramente, provavelmente como consequência das mudanças culturais e a influência dos valores ocidentais. Outro estudo analisado mostrou que culturas isoladas adotaram rapidamente padrões ocidentais, uma vez expostas à televisão.
No British Journal of Pyscghiatry, em 2002, pesquisadores da Harvard Medical School descobriram que as mulheres das Ilhas Fiji expostas à televisão aumentaram drasticamente o desejo por dietas. A médica Anne Becker, chefe da pesquisa, entrevistou dois grupos de meninas de Fiji algumas semanas antes da chegada da televisão, em 1995, e depois, novamente em 1998. Na primeira parte do estudo, a dieta foi classificada como um conceito ''não familiar''. Três anos depois, 69% das meninas tinham se submetido a dietas, três quartos se sentiam ''muito grandes ou gordas'' e um oitavo sofria de bulimia. O estudo conclui que ''o impacto da televisão parece ser especialmente profundo, dadas as antigas tradições culturais que anteriormente pareciam proteger contra dietas, purgação e insatisfação corporal no País''.
Dados alarmantes
Como parte inicial da metodologia da pesquisa, foi desenvolvida uma revisão literária sobre beleza. Para que o estudo ganhasse corpo e pudesse se encaixar nos diferentes padrões mundiais, foram analisadas pesquisas acadêmicas, artigos jornalísticos, internet e diversas publicações.
Esse trabalho possibilitou uma melhor compreensão global do assunto e revelou alguns dados tão curiosos como alarmantes. Um artigo no jornal Time Asia, de 2001, por exemplo, relata que as chinesas estão se submetendo a cirurgias para extensão das pernas por acreditarem que isso as ajudaria no mercado de trabalho.
Em Israel, pesquisadoras concluíram que a anorexia nervosa aumentou assustadoramente, provavelmente como conseqüência das mudanças culturais e a influência dos valores ocidentais. Outro estudo analisado mostrou que culturas isoladas adotaram rapidamente padrões ocidentais, uma vez expostas à televisão.
No British Journal of Pyscghiatry, em 2002, pesquisadores da Harvard Medical School descobriram que as mulheres das Ilhas Fiji expostas à televisão aumentaram drasticamente o desejo por dietas. A médica Anne Becker, chefe da pesquisa, entrevistou dois grupos de meninas de Fiji algumas semanas antes da chegada da televisão, em 1995, e depois, novamente em 1998. Na primeira parte do estudo, a dieta foi classificada como um conceito não familiar. Três anos depois, 69% das meninas tinham se submetido a dietas, três quartos se sentiam muito grandes ou gordas e um oitavo sofria de bulimia. O estudo conclui que o impacto da televisão parece ser especialmente profundo, dadas as antigas tradições culturais que anteriormente pareciam proteger contra dietas, purgação e insatisfação corporal no País.


