Do Oriente, onde refletia a classe e a tribo as quais seu usuário pertencia, o turbante ganhou o mundo graças ao estilista de moda francês Paul Poiret. Durante os anos 30 e os anos 40, o turbante foi uma das peças de desejo nos looks de mulheres que gostavam de vestir roupas sofisticadas. A atriz Gloria Swanson, a escritora Simone de Beauvoir, e até mesmo a rainha Elisabeth quando jovem, eram usuárias constantes. Greta Garbo, Coco Chanel e Elisabeth Taylor também estão na lista das fãs.
No Brasil, uma das grandes responsáveis por propagar essa moda foi Carmem Miranda, cujos lenços amarrados na cabeça conquistaram o gosto das senhoras da alta sociedade na época. Agora, os turbantes voltaram com tudo e grifes famosas como Armani e Prada incluíram a peça na última coleção, e claro, as celebridades aderiram. Kate Moss, Sarah Jessika Parker e a musa Beyoncé já foram clicadas desfilando com o acessório.
Algumas podem achar a nova moda um tanto quanto chamativa e até complicada. Mas quem usa afirma que não é. E o melhor jeito de aderir ao acessório é adaptá-lo ao seu próprio estilo.


Faça de um limão, uma limonada

A empresária Valéria Garcia Lima já tinha ouvido aquela famosa frase: "Se a vida te der um limão, você pode chupá-lo ou fazer uma limonada", quando se viu obrigada a fazer essa escolha.
Em julho de 2010, Valéria se viu diante de um triste diagnóstico: câncer de mama. Devi do a doença, a empresária teve que passar por cirurgias e em outubro iniciou o tratamento de quimioterapia, o que a fez perder os cabelos. "Logo que começou a cair, já decidi raspar. Eu sou uma pessoa vaidosa, mas o pior momento foi a descoberta do câncer. Se todo o problema da doença fosse o cabelo, tudo seria mais fácil", diz. Ela conta que, à princípio, tentou usar perucas, mas não conseguiu se adaptar. " Foi aí que pensei nos turbantes. Comecei a pesquisar e descobri que é muito difícil encontrar o acessório em Londrina, então decidi vende-lo na minha loja. Optei por fazer a limonada", conta.
Valéria explica que o legal dessa nova moda é a possibilidade de adaptá-la ao estilo de cada pessoa, além de sua praticidade. "Para o dia a dia, o que mais sai são as cores como o azul, rosa, combinados com lenços floridos. Já para uma festa mais sofisticada, o turbante também é uma ótima opção. Costumo usar um preto e jogar algum detalhe em dourado".
Ela conta também que a diferença do turbante para um lenço ou echarpe é o material que é feito, além da estrutura ser adaptada. " É bem fresquinho e pode ser usado em qualquer estação, já que não esquenta a cabeça". Porém, segundo a empresária, mesmo a moda atual favorecer o uso desse acessório, a discriminação ainda é forte. "Quando percebem que uso o turbante porque não tenho cabelo, já olham diferente. Até mesmo eu olhava com dó quando via alguém nessa situação. Só nunca imaginei que um dia eu é que seria vítima desses olhares", afirma.
E quase um ano depois da descoberta da doença e início do tratamento, Valéria está bem, confiante, e os primeiros fios de cabelo começam a aparecer. Mesmo assim, os lenços não saem de sua cabeça. "Sempre gostei de um adereço, com ou sem cabelo. Uma vez perua, sempre perua", diverte-se.


Imagem ilustrativa da imagem A moda que faz sua cabeça
O acessório deixa o look muito mais sofisticado
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Valéria até tentou usar perucas, mas se encontrou mesmo nos lenços e turbantes
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A cantora Jennifer Lopes combinou a estampa do turbante com a roupa
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Ícone da moda, Kate Moss também aderiu ao acessório
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Jovial, o turbante cai muito bem no visual dia a dia