Coleções mais comerciais do que nunca marcaram a frenética edição de inverno da São Paulo Fashion Week, que concentrou 40 desfiles em seis dias e aconteceu em clima de ''fashion is business''. Foi a forma óbvia de enfrentar os tempos bicudos da economia. Desfiles objetivos, facilmente digeríveis, inauguraram a fase do ''pronto para as vitrines'' no maior evento de moda da América Latina, reunindo jornalistas, formadores de opinião e toda a fauna fashion habitual, semana passada, no Pavilhão da Bienal.
A exceção ficou por conta do paranaense Jefferson Kulig. Para marcar sua entrada no evento, ele preferiu ir pela contramão: escolheu um caminho mais conceitual, propondo, ao invés do consumo fácil, uma reflexão sobre o vestir.
A melhor estréia (o evento ganhou nove marcas) foi a do gaúcho Mareu Nistchke. Misturando o clássico e o contemporâneo, com referências vintage, militar, esportiva e romântica, ele juntou com maestria as principais tendências da temporada. Destaque para as peças envelhecidas, com aparência de relíquia.
No quesito luxo, outro que entrou com o pé direito no calendário foi Marcelo Quadros: leve e chique na medida certa. Entre as grifes de peso nacional, a Iódice saiu na frente ao interpretar os novos tempos com boas propostas de estilo e inovação, mostrando o melhor jeanswear. Confira, nas próximas páginas, as tendências que vão nortear a estação e os pontos altos da semana paulistana de lançamentos. (A edição da próxima semana traz os destaques da Fashion Rio).
* A jornalista Rosângela Vale viajou à convite da organização da São Paulo Fashion Week.

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