À MESA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 30 de janeiro de 2015
Mariana Guerin é jornalista na FOLHA 
Boletim azul
Para este segundo - e último ano - de estudante de Gastronomia pretendo me deixar levar pelas delícias preparadas nas aulas e não tanto pelas notas. Se no primeiro ano priorizei meu boletim azul, nesta segunda etapa quero manter o bom desempenho, mas, principalmente, cultivar a paixão pela cozinha.
Não sei bem o que me espera no próximo semestre. Sei que teremos uma maratona gastronômica para a qual nos preparamos no primeiro ano e que terá como tema o pão. O grupo do qual faço parte será responsável por duas oficinas: de pizza e focaccia. Acho que será uma das mais concorridas, já que todo mundo que conheço adora uma pizza. Mas teremos diversas variedades de pães para o público degustar e aprender a preparar. Afinal, somos oito grupos na sala.
Ao vivo
Como não participei da maratona do ano passado, fico apenas com as palavras do professor de que serão dias intensos, de muito trabalho. E que vai ter muita gente enrolando enquanto outros tantos estarão com a mão na massa. É, a vida nos apresenta seus aproveitadores, vez ou outra.
Mas como não sei exatamente como será o evento, só posso torcer para que consigamos levar o máximo de informação possível nos poucos minutos em que iremos preparar nossas massas de pizza ao vivo. Será como num programa de TV, só que sem a vantagem de poder gravar de novo se cometermos um erro. Espero ansiosa por mais este desafio.
Para nos prepararmos para a tal maratona, fomos pesquisar a história da pizza, seus sabores clássicos e curiosidades. Descobrimos, por exemplo, que um dos primeiros pães produzidos pela humanidade se parecia muito com a pizza atual, só que não levava recheio e era assado em forma de discos em fornos rústicos.
Com o passar do tempo - e a evolução do homem e da culinária - esse pão foi ganhando aromas, recheios e formatos diferentes até chegar ao que temos hoje: uma profusão de delícias preparadas a base de água, fermento, trigo e sal.
Nome de rainha
Depois de relembrar a história da pizza margherita, batizada com nome de rainha e que leva as cores da bandeira italiana, descobrimos que Estados Unidos e Brasil já são os maiores consumidores de pizza do mundo, com destaque para São Paulo, onde é possível encontrar sabores inusitados, mas não menos deliciosos a qualquer hora do dia - e da noite, assim como na capital mundial da pizza, Nova York. De Nápoles para o mundo, concluímos.
Testadas as receitas, que fizeram sucesso entre os colegas da aula, agora nos resta esperar pela tal maratona e concluir mais uma etapa do curso. Na pior das hipóteses, tudo terminará em pizza.
Arregace as mangas, misture os ingredientes com a ponta dos dedos, imprima força para sovar, pratique a paciência e espere o glúten se desenvolver e descubra o sabor inigualável de uma pizza feita em casa

- Para a massa mãe:
INGREDIENTES
250 g de farinha de trigo
250 ml de água
2 g de fermento biológico seco
MODO DE PREPARO
Misture tudo e deixe a massa em um bowl tampado em temperatura ambiente por 12 a 24 horas
- Para a pizza:
INGREDIENTES
500 g de farinha de trigo
1 colher (chá) de açúcar
1 colher rasa (sopa) sal
250 ml de água
5 g de fermento biológico seco
MODO DE PREPARO
Dilua o fermento em um pouco de água, acrescente a massa mãe, a farinha e o açúcar e sove. Enquanto estiver sovando a massa, vá acrescentando água, conforme a necessidade. Por último acrescente o sal. Sove a massa até ficar lisa e macia e deixe descansar por pelo menos 30 minutos antes de abrir. Recheie com o sabor que preferir. Preaqueça o forno na temperatura mais alta e asse até a borda da pizza estiver corada.

INGREDIENTES
1 kg de farinha de trigo
650 ml de água
25 g de sal
25 g de fermento biológico seco
100 ml de azeite de oliva
200 g de cebola picada e salteada
100 g de azeitona preta picada
50 g de tomate seco picado
250 g de cogumelo Paris fatiado
2 ramos de alecrim
10 g de sal grosso
MODO DE PREPARO
Coloque toda a farinha em um bowl e abra um buraco no centro. Adicione o fermento, o sal separado e toda a água. Amasse bem até ficar homogêneo. Incorpore o azeite e amasse novamente até a massa ficar bem lisa. Coloque a massa e um bowl e deixar fermentar até dobrar o volume. Para preparar o recheio, salteie as cebolas até ficarem caramelizadas. Acrescente o tomate seco, o cogumelo Paris e a azeitona e deixe esfriar. Retire o ar da massa e incorpore o recheio. Sove até incorporar todos os ingredientes e fermente até dobrar o volume novamente. Unte uma assadeira com bastante azeite de oliva e disponha a massa sobre sua totalidade, amassando com ajuda das mãos. Deixe a massa dobrar o volume dentro da assadeira. Coloque mais azeite sobre a massa e polvilhe sal grosso e alecrim. Com a ponta dos dedos marque toda a massa e leve ao forno preaquecido à 200°c por 30 minutos com vapor no início.
Fonte: Fabiano Pedroso e Paulo Guedes, professores do curso de Gastronomia da Unifil


