A malhação da vez
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sexta-feira, 26 de outubro de 2007
Herika Fondazzi<br> Reportagem Local 
Embora muita gente não goste, quando o objetivo é perder peso os exercícios aeróbicos são fundamentais. As academias estão cheias de opções para quem quer suar a camisa e diminuir o manequim: aulas com muitos saltos, pesos, na pisicina, esteira, bicicleta, luta de boxe, em circuito. Quem já encarou a maratona, sabe que dá resultado: os quilos vão embora e o corpo fica mais firme e bem desenhado. O problema é que em vários casos junto com as belas curvas vêm as lesões nas articulações, as dores musculares e os machucados.
Foi pensando em resolver esse dilema que os professores de aeróbica americanos Debbie Rosas e Carlos Rosas, donos de uma das companhias de fitness mais bem-sucedidas da Califórnia, nos Estados Unidos, desenvolveram a Non Impact Aerobics (NIA), em 1983. No início, eles juntaram às aulas os movimentos lentos de algumas artes marciais. Depois, para dar mais alegria às coreografias, a dança passou a fazer parte dos exercícios.
Combinando os conceitos das artes marciais (tai chi, tae kwon do e aikidô), da dança (jazz, dança moderna e duncan dance) e das artes terapêuticas (yoga, Alexander Technique e Feldenkrais), o programa de fitness NIA chegou ao seu ponto final com o nome definitivo de Neuromuscular Integrative Actions (Ações Integrativas Neuromusculares) e promete eliminar os problemas decorrentes dos exercícios de impacto e ainda garantir o condicionamento cardiovascular.
A professora de educação física Lisa Bennemann conheceu a modalidade quando morou nos EUA, e afirma que ficou impressionada com as aulas. ''Eu frequentava uma academia lá e resolvi fazer uma aula para experimentar. Achei que não iria gostar porque a dança não me empolgava, mas adorei. Meus amigos ficam impressionados de me imaginar dançando para os outros. Mas foi o prazer da aula que me motivou'', conta ela, que há três meses trouxe a NIA para Londrina.
As aulas são compostas de três momentos básicos: o início mais lento para aquecer e alongar, seguido por movimentos mais rápidos e, por fim, o relaxamento e alongamento. ''Os exercícios duram cerca de uma hora e são todos feitos com coreografias. Existem várias rotinas montadas pelos professores americanos, e o professor habilitado vai misturando e criando aulas novas. No total são 52 movimentos de mãos, pernas e braços'', afirma.
Para Cláudia Canabrava Romanos, funcionária pública, 36 anos, uma das grandes vantagens das aulas de NIA é essa junção de várias modalidades e o resultado de cada uma delas. ''A gente trabalha muito a coordenação motora, o sistema cardiovascular, a respiração e a concentração. E realmente não existe impacto, não senti nenhuma dor'', diz.
Como prova de que as aulas não oferecem riscos para articulações e músculos, os professores pedem para que os alunos fiquem dscalços para as atividades. ''Sem calçado é possível sentir melhor o corpo, ficar mais à vontade, mais relaxado'', explica a professora. Outro motivo para que as lesões não aconteçam é que os alunos são incentivados a respeitar seus limites. ''Cada um faz o movimento como se sentir mais confortável para fazê-lo, alonga até onde consegue. Quem pratica NIA desenvolve o corpo, mas também a mente e passa a se preocupar menos com a aparência e mais com a essência. A melhora física é consequência'', comenta Lisa.
A aula de NIA se parece muito com uma festa, onde as pessoas dançam, brincam, esquecem a timidez a se entregam aos movimentos prazerosos do corpo. ''Eu já tentei praticamente todas as opções de academia e sempre parei porque achava as aulas entediantes. Com a NIA tenho certeza que vou continuar porque acho gostoso, relaxante'', completa Claudia. Fone: (43) 3336-9398


