A lição das mães
Na casa da pedagoga Mariane Ulbrich Silva, a tarefa tem hora e local certos para acontecer. A rotina, segundo ela, ajuda as crianças, Rafaella, 6 anos, e Lucas, 4, a desenvolverem o hábito de estudar em casa. ''Nós nos sentamos na mesa da sala, com TV desligada e sem brinquedos por perto. A escola sempre pede alguma coisa para eles fazerem e isso é uma rotina diária. Até nos finais de semana eles têm o dia da tarefa'', garante ela.
Além de definir o horário para as crianças, Mariane também se preocupa em ficar perto dos filhos enquanto os dois fazem seus exercícios. ''Assim posso ajudá-los quando precisam de alguma coisa. Mas sei, até pela minha profissão, que não posso fazer a tarefa por eles. Minha participação é mais para dar apoio e acompanhar'', diz. Para Rafaella, só isso já basta. ''Eu gosto de fazer tarefa e é bom a minha mãe ficar por perto.''
Para a técnica em higiene bucal Lírian Adriana Maria Pereira da Silva, mãe de Luiza Antunes da Silva, 7 anos, a tarefa é algo muito importante. ''Tanto eu quanto meu marido sabemos dessa importância e procuramos colaborar o máximo possível. Somos muito participativos na vida dela e na escola também. Se a Luiza tem uma dificuldade na hora da tarefa, a gente pergunta como foi que o professor explicou, fazemos ela pensar na resposta e, geralmente, ela consegue'', comenta.
Segundo Lírian, a filha é bastante independente e quase não precisa de ajuda. Por isso, os pais costumam participar quando ela já está terminando. ''Olhamos a tarefa para corrigir com ela os erros. Mas fazemos isso instigando-a a raciocinar, perguntando como ela chegou naquela resposta até que perceba quando tem algo errado'', revela. (H.F.)





