Nariz entupido e escorrendo, espirros sucessivos e olhos irritados. Esses são os sintomas da rinite alérgica, uma doença bastante comum, principalmente dos grandes centros urbanos.
Confundida muitas vezes com uma gripe ou resfriado, a rinite alérgica é uma inflamação da mucosa do nariz que se manifesta de diferentes maneiras na população, dependendo do agente causador e da predisposição do indivíduo ao problema. Em geral, essas inflamações são ocasionadas em função do contato com ambientes poluídos e úmidos, o pó caseiro, mofo, substâncias irritantes como produtos de limpeza, fumaça e perfumes e até pelo pólen das flores.
Apesar de o problema ocorrer em qualquer idade, crianças, adolescentes e adultos jovens são as principais vítimas que acabam chegando aos pronto-socorros e ambulatórios médicos em busca de um alívio. Estimativas da Organização Mundial de Saúde indicam que entre 25% e 30% da população brasileira sofrem com a doença, o que equivale a algo em torno de 40 milhões de pessoas. Nos Estados Unidos, a situação não difere muito, mostrando um país com 45 milhões de norte-americanos alérgicos.
Embora a rinite alérgica não ofereça riscos à vida – o grande impacto dá-se na qualidade de vida do indivíduo –, é uma doença crônica que quando não tratada adequadamente predispõe o paciente ao surgimento de outros problemas como a sinusite e a asma. Dados recentes mostram, por exemplo, que 60% das pessoas que têm rinite alérgica podem adquirir asma e 80% das pessoas que têm asma também sofrem de rinite.
Site A melhor forma de conter as crises provocadas pela doença é adotar ações preventivas que ajudem a evitar o contato com os agentes causadores da alergia, começando pelo próprio ambiente. Lavar sempre as cortinas, trocar os filtros do aparelho de ar condicionado, evitar o uso de cobertores de lã, manter o ambiente sempre limpo e arejado, colocar forros em travesseiros e colchões, entre outros cuidados, são medidas simples, mas trazem grandes resultados para o bem-estar da pessoa alérgica.
Uma maneira de saber como anda a qualidade do ambiente é por meio da Internet. No site do Centro de Orientação em Rinite Alérgica do Hospital das Clínicas de São Paulo (Cora), desenvolvido em parceria com a Aventis Pharma, é possível ter acesso ao Guia de Avaliação Ambiental do Alérgico, que ajuda a identificar as condições do ambiente e dá dicas de como torná-lo mais adequado.
Tratamento Por se tratar de uma doença crônica, os cuidados com a rinite alérgica não podem se restringir apenas às medidas preventivas. Em momentos de crises, o acompanhamento médico e o uso de drogas adequadas é indispensável. Os medicamentos desenvolvidos e mais utilizados para tratar a doença são os chamados anti-histamínicos, que apesar de aliviarem bastante os sintomas apresentam um inconveniente importante, a sedação da pessoa que se vê impedida de realizar suas atividades diárias com o mesmo desempenho.
Hoje, no entanto, esses efeitos já estão sendo superados com medicamentos como fexofenadina, um anti-histamínico não sedante, de última geração, que combate os sintomas da doença com eficácia comprovada, permitindo maior qualidade de vida às pessoas que sofrem de rinite alérgica.

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