Desde o 1º colegial, Filipe Barros Ribeiro, 17 anos, já sabia que direito era o curso da sua vida. Entretanto, até a 8 série, por influência dos tios médicos, ele não demonstrava dúvidas quanto a prestar vestibular para medicina. Com o tempo, e a convivência no escritório do pai, o jovem passou a se identificar mais com a área de humanas. ''A interferência dos outros é boa até certo ponto. Mas, a gente não pode se deixar levar somente por isso. Mesmo que as pessoas discordem, é preciso correr atrás dos nossos sonhos'', pondera o aluno do 3º colegial do Colégio Marista, lembrando que o momento atual é vivenciado com certa dose de ansiedade.
Para Juliana Quintanilha Martins, de 16 anos, biotecnologia e genética são ótimas áreas de atuação, embora demonstre apreço pela astronomia. Quando pequena, sonhava em ser médica, área em ela que já prestou três vestibulares como treineira. ''Estou bem tranquila quanto ao estresse da prova. Penso que todo mundo passa por isso. É preferível que você reflita bem o que vai fazer. Quero ingressar na Unicamp, pois lá eles oferecem o curso de ciências da terra, e a área ambiental é bastante interessante para mim'', confessa Juliana, transparecendo a confusão natural que a fase propicia.
O que está mais delineado para Jeferson Shin-Iti Shigaki, de 17 anos, é a área de exatas. Primeiro, ele pensou em arquitetura, atraído pela ''dobradinha'' criação e raciocínio lógico. ''No 2º colegial, comecei a me interessar por pesquisas em energias alternativas, por isso, pensei em fazer um curso que pudesse envolver o tema e que não fosse tão restrito. Agora, estou em dúvida entre engenharia mecânica e arquitetura'', reflete o jovem. Por ser muito apegado à família, o fato de não existir a primeira opção em Londrina, Jeferson analisa com cautela a sua escolha. ''Isso acaba pesando um pouco'', afirma.
Aos 16 anos, a estudante Maria Gabriela Salmen Martins percebeu que ser médica geriatra não é mais o seu desejo. A orientação vocacional, além do contato com as disciplinas que não eram ministradas até a 8 série, apontaram que os cursos de administração de empresas e ciências contábeis seriam mais adequados ao seu perfil. ''Fui buscando mais informações a respeito de cada um. E como meu pai atua na área empresarial, isso ajudou bastante. Mas a pressão do vestibular que eu mesma crio é grande. Estudo o tempo todo, então tento destinar um período para relaxar um pouco'', avalia. (L.O.)

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