A hora mais feliz
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 10 de outubro de 2002
Da Redação 
Lanche equilibrado garante melhoria da atenção e capacidade mental, maior disposição para exercitar-se e estudar, além da manutenção do peso ideal. Aliás, hoje, no Brasil, o número de crianças obesas é crescente.
A obesidade infantil está se tornando um problema de saúde pública e os lanches saudáveis podem ser um recurso para saciar parte da fome, dando maior equilíbrio à dieta. Porém, é importante lembrar que os lanches devem ser refeições completas e saudáveis, e não guloseimas e outros ''beliscos''.
Muitas vezes, os estudantes levam alimentos de casa para a escola. Por isso, o planejamento da merenda deve considerar todos os grupos de alimentos, em quantidade e variedade adequadas ao longo da semana.
''A mãe, ao elaborar o lanche para a criança comer em casa ou levar à escola, deve considerar o modelo de lanche saudável, inspirado no conceito de equilíbrio e variedade da pirâmide alimentar'', recomenda Renata Cassar, gerente de nutrição da empresa de alimentos Danone.
Para a nutricionista, esse objetivo é facilmente obtido colocando-se no lanche 1 alimento fonte de carboidratos e energia (pão, biscoito ou bolo), 1 alimento fonte de proteínas e cálcio (leite, iogurte ou queijo) e 1 alimento fonte de vitaminas, minerais e fibras (fruta ou suco), que devem ser oferecidos na quantidade adequada à aceitação da criança, respeitando seus limites.
''É importante lembrar que, embora uma criança de cerca de 4 anos tenha praticamente as mesmas necessidades energéticas de um adulto sedentário, o pequeno tamanho de seu estômago exige o fracionamento da alimentação'', destaca Renata.
Não é novidade que os lanches preferidos das crianças são alimentos ricos em açúcar e gordura saturada como refrigerantes, balas, salgadinhos. Por isso, é importante habituá-los ao lanche saudável desde cedo, o que não impede que a criança vá a um fast food a cada 15 dias, por exemplo, Trata-se de um momento de convivência social, mas isso não deve se tornar um hábito nem estar associado a uma espécie de ''recompensa''.
Os pais, educadores e profissionais de saúde têm papel fundamental na escolha do cardápio e na orientação do que é mais adequado. ''A criança deve ser estimulada a preparar seu próprio lanche, sozinha ou junto aos pais. Esse momento é uma boa oportunidade para ensinar a importância de cada alimento. Os educadores e profissionais de saúde ratificam esta importância'', completa Renata. n


