A hora H
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de julho de 1997
Francelino França 
A decisão de fazer o teste H.I.V. é uma decisão desafiadora. Afinal, a Aids é severamente estigmatizada. Quem passou por essa experiência sabe o quanto é terrificante encarar de frente a dúvida e fazer o teste. Os dias subsequentes, enquanto se espera o resultado, também costumam ser angustiantes. Segundo o enfermeiro Luis Toshio Ueda, do Centro de Orientação e Apoio Sorológico (COAS), cada pessoa deve avaliar se está em situação de risco.
Um dos aspectos que impedem um número maior de pessoas fazer o teste é o medo da identificação. Existe resistência sobre os questionamentos, porque é invasivo. Não vamos perguntar nada a ninguém, damos a garantia do sigilo profissional, afirma Ueda. Ele complementa dizendo que no COAS há a possibilidade até de se fazer o exame com nome fictício.
Já no Centro de Referência, explica o enfermeiro, as pessoas fazem o exame por indicação médica. Lá o procedimento é diferente, pois existe um questionário para ser respondido. O enfermeiro Luis Toshio Ueda relatou os procedimentos do Centro de Orientação e Apoio Sorológico para se fazer o teste que detecta o vírus H.I.V.. A prioridade é a informação sobre a Aids. A seguir, as etapas para se chegar ao resultado do teste H.I.V.


