Na verdade, quem inventou o brunch foram os ingleses, no final do século 19, quando Guy Beringer divulgou o termo na revista Hunter's Weekly. Mas foram os norte-americanos que difundiram a matemática gastronômica onde breakfast + lunch = brunch. Sem tradução para o português (quem ousaria convidar alguém para um ''cafémoço'' ou um ''camoço''?), o tal brunch ainda não teve adesão total no Brasil. Muita gente sabe o que é, já ouviu falar, mas dificilmente convida ou é convidado para um.
De acordo com o consultor de etiqueta Beto Woicikieviz, ''o brunch é um costume da Europa e Estados Unidos pouco comum por aqui''. Será que é porque as pessoas ainda pouco sabem das vantagens? Pois vamos a elas.
Como é mistura de café da manhã e almoço, o brunch, é claro, une as delícias das duas refeições e ganha em praticidade. Imagine um domingo em que ninguém quer acordar cedo para o café, mas não aguenta esperar pelo almoço. Se você tiver visitas em casa então, está lá mais uma indicação de que o brunch é a solução.
''Se você saiu para jantar com os amigos, também pode muito bem convidá-los para o brunch no dia seguinte'', ensina o consultor. ''O brunch é informal e não requer muita antecedência no convite. No máximo uma semana, podendo até ser feito na véspera'', completa.
De acordo com Woicikieviz, outras ocasiões que sugerem o brunch são os ''day after'', no caso o dia 25 de dezembro e o dia 1º de janeiro. Isso porque todo mundo vai dormir tarde depois de comer uma ceia farta e vai acordar sem querer saber de um almoço tradicional. ''O brunch pode ser servido a partir das 10 horas ou um pouco mais tarde, como se fosse um café da manhã de hotel acrescentado de um prato quente'', explica o consultor.
Como nos cafés de hotel, o brunch é oferecido em mesas-bufê, facilitando a vida dos anfitriões que não precisam ficar preocupados em servir a toda hora e dos convidados, que podem se servir a qualquer hora, sem ter vergonha de repetir várias e várias vezes. ''Mas é claro que quem organiza tem que ficar atento, principalmente com a quantidade de comida e a substituição constante de pratos, copos e talheres'', lembra o consultor.
E como não é almoço propriamente dito, o brunch não também tem hora para acabar. ''Se a intenção é passar o dia com os amigos, o anfitrião deve providenciar também revistas, jornais do dia e também um DVD ligado'', ensina. ''O ideal é que não seja um grupo pequeno'', diz Woicikieviz, que indica pelo menos 20 pessoas, ''para que gere novos grupos de conversa'', avisa.
Segundo o consultor de etiqueta, uma regra que ele acredita que deve ser seguida é a de não servir cerveja. ''No Brasil, o brunch corre o risco de virar uma cervejada'', garante. ''Melhor servir um Bloody Mary, o coquetel oficial, ou mesmo vinhos mais suaves. Champanhe dá um toque mais festivo''.
E no quesito comemoração, ''o brunch também pode ser utilizado como um evento pós-acontecimento matinal. Pode ser oferecido para celebrar batizado, primeira comunhão, bar mitzvah'', relata. ''Na Europa, os casamentos geralmente acontecem de manhã e, depois da cerimônia, os convidados brindam os noivos com champanhe no brunch''.
- Café, leite e chá (pode se deixar apenas os saquinhos expostos para cada um escolher e fazer o seu)
- Sucos e/ou refrigerantes
- Pães e torradas em todas as suas variações
- Um queijo branco ou amarelo
- Presunto
- Mel/geléia
- Salaminho ou outros frios fatiados
- Tortas salgadas
- Uma salada de folhas
- Coalhada fresca ou iogurtes
- Minisalsichas
- Esfihas
- Frutas
- Uma torta doce cremosa ou qualquer outro doce como quindão.
É claro que todos estes pratos não são necessários. A escolha é sua. Você não é obrigado a servir bebidas alcoólicas. Porém, se quiser, não tem o menor problema. Principalmente se a reunião se prolongar até mais de cinco da tarde. Neste momento, é superelegante servir um vinho espumante. Cai bem sempre. Como aliás qualquer boa cerveja. Que, de resto, pode começar a circular gelada sem problemas depois das 13 horas.
(Fonte: Claudia Matarazzo).

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