Um outro assunto que domina o ensino fundamental é qual o melhor método de alfabetização.
  Virou moda no País o construtivismo, mas em Cuba, na França, Inglaterra e nos EUA, a metodologia perdeu para o método fônico.
  As teorias construtivistas são postuladas nas idéias de Jean Piaget (1896-1980), que abandonam a cartilha, considerando a alfabetização um ato social. O método fônico, que nunca foi oficialmente aplicado no Brasil, prioriza a associação entre fonemas e letras.
  ‘‘É esperado da escola, no caso da particular, um nível de ensino de qualidade e, por isso, as instituições buscam novas tecnologias. Porém, sem o engajamento e uma educação continuada dos profissionais não tem como obter tecnologia. O professor pode projetar num telão ou escrever na lousa determinada informação, porém, qual a qualidade dessa informação?’’ - questiona Marco Antonio de Souza.
  Para a coordenadora pedagógica Denise Moreira, o construtivismo trouxe boas contribuições para a educação brasileira, mas não podemos parar aí ao avaliarmos o ensino no País.
  ‘‘O construtivismo foi muito importante, dando liberdade às idéias dos estudantes, que se expressam de maneira mais livre do que no tempo da cartilha. Outro comprometimento é a parte da grafia das palavras, que deixou a desejar. Existem alunos de quarta e quinta séries que têm muitos problemas, inclusive por não saberem matemática, o que se constata nos resultados dos vestibulares. O construtivismo não deu conta da estrutura. Acredito que aconteceram confusões no Brasil sobre o entendimento do construtivismo. Isso foi um dos problemas da aplicação do método’’, argumenta Denise.(F.L.)

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