Fotos: Dorico da Silva/Warren NabucoO estilo na hora de comprar é o mesmo para as amigas Marina, Amanda e Maria, que levaram para casa o mesmo modelo de cinto

É na hora de comprar que a garotada dá o seu grito de independência e entra na onda consumista. Escolhe onde, como, quando e, principalmente, o que levar para casa. Nessa história toda, os pais são meros coadjuvantes. Mesmo sendo eles os patrocinadores das aventuras dos pimpolhos por lojas e shoppings, quase sempre são os filhos que dão a última palavra.
‘‘Mãe dá muita opinião’’, dispara Manuela de Albuquerque, 13 anos, que prefere fazer compras com as amigas Juliana Sato Hasegawa e Carolina Bastos Correia. As três aproveitam a liberdade de passear sem a companhia dos pais, pelos corredores do shopping, no mínimo uma vez por semana.

As primas Luciana Amarante e Fernanda Corzanego aproveitam a opinião das mães


As primas Luciana Amarante e Fernanda Corzanego também não perdem um final de semana no shopping, onde curtem ‘‘fazer compras, jogar boliche, comer e paquerar’’. Só Fernanda tem mesada, mas na hora de comprar uma peça mais ‘‘valiosa’’, as duas recorrem às mães para financiar o objeto desejado. ‘‘A gente olha, escolhe e depois a mãe vem junto para comprar. A grande vantagem é que nossas mães têm o mesmo gosto que a gente e, às vezes, é até bom ouvir a opinião delas’’, explicam.
As duas garantem que não ouvem reclamações das mães sobre os gastos com compras e acabam sempre conseguindo o que querem. ‘‘Só não podemos exagerar, mas já sabemos o limite’’, explica Luciana.

O dinheiro de Rafael da Silva Haragushi e Cleber Brito Ramos tem destino certo: compra de bonés, tênis e roupas

A distância entre Londrina-Cambé não impede que as amigas Marina Gonçalves Bastos, Maria Nascimento Pereira e Amanda Mologni, todas com 13 anos, venham para o shopping semanalmente. ‘‘E não voltamos para casa sem levar alguma coisa’’, contam. No dia da entrevista, as três acabavam de comprar cintos iguais. ‘‘Normalmente compramos bijuterias e elásticos para prender o cabelo’’, revelam.
Para os garotos Rafael da Silva Haragushi, 12, e Cleber Brito Ramos, 13 anos, fazer compras sem adultos por perto também não é nenhum mistério. ‘‘Desde os 8 anos a gente faz isso’’, lembram. ‘‘No começo, minha mãe vinha atrás sem eu saber, para ver se estava tudo certinho’’, conta Cleber.

O trio Juliana, Manuela e Carolina vai ao shopping todo final de semana


O lance para Rafael e Cleber é saber dividir o dinheiro que vão economizando, entre as fichas de fliperama, lanches e as lojas ‘‘de skatistas’’, onde compram bonés, tênis e roupas. Para fazer o dinheiro ‘‘render’’, os garotos fazem pesquisa de preços. ‘‘Antes de comprar, eu passo em outros lugares para ver onde está mais barato’’, garante Rafael.
As garotas já pensam bem diferente. Para elas, não importa tanto o preço e a pesquisa, são, isto sim, fiéis a algumas marcas, principalmente às grifes famosas. ‘‘Não ficamos procurando não, vamos direto às lojas que curtimos mais’’, contam Juliana, Manuela e Carolina.

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