Pode ser a história de um vigia cuja mulher sofreu um enfarte. Submerso em tristeza enquanto cuida da companheira, o vigia começa a beber e pára de comer. Pode ser a história de um negociante rico cuja mulher não lhe dá trégua com a exigência de que coma frutas e legumes. Em demonstração de teimosia, o empresário se nega a comer frutas e legumes durante anos - até descobrir que está com carência de vitaminas.
As pessoas são, constantemente, bombardeadas com sugestões sobre a necessidade de se conter o consumo de calorias. Mas, pelo menos para milhões de norte-americanos, o perigo não está no excesso, e sim na insuficiência de calorias. A má-nutrição, um problema que costumamos associar a crianças em regiões do Terceiro Mundo, atinge pessoas de todas as classes sociais.
Sozinhas Os idosos que, com frequência, vivem sozinhos e têm problemas para fazer a própria comida, são os mais vulneráveis. O progressivo desgaste de seus corpos ou, em alguns casos, de sua obesidade malnutrida, normalmente passam despercebidos até que um exame médico revele as precárias condições de seu estado físico.
Uma pesquisa realizada em 1992 mostrou que uma em cada quatro pessoas enfrenta riscos de saúde por má-nutrição. A pesquisa formulou perguntas sobre comportamento e estilo de vida para determinar os problemas alimentares existentes.
Obter uma quantidade saudável de calorias é um verdadeiro desafio para os idosos. Problemas de saúde trazidos pela idade atrapalham. Pessoas com problemas dentários, gengivais ou estomacais, normalmente se prendem a uma variedade limitada de alimentos que podem digerir com mais facilidade. Como a idade diminui o paladar e o olfato, o desejo de comer se esvai e, com isso, o incentivo para manter-se uma dieta variada. A sede também diminui de tal forma que as pessoas mais velhas podem, inadvertidamente, ficar desidratadas.
Nutrientes Doenças crônicas, como problemas cardíacos ou diabetes, e perdas

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