À flor da pele
Movidas pela emoção, as torcedoras guardam com carinho cada episódio vivido ao lado do time do coração. "Ver um Fla-Flu (Flamengo x Fluminense) no Engenhão foi uma das experiências mais incríveis da minha vida. Nesse dia fiquei junto da torcida organizada, sentindo do início ao fim da partida a emoção de fazer parte da Nação Rubro Negra, cantando e empurrando o time. Foi um privilégio", conta comovida a flamenguista Melyne Zavatto Berbel.
Segundo ela, outra grande emoção foi vivida com a conquista do hexacampeonato brasileiro em 2009. "Com o Flamengo fui comemorar meu primeiro título de verdade em 2009. Foi ali que tive a certeza que aquele sentimento que tomava conta de mim era paixão." Para a arquiteta, até mesmo os momentos difíceis ao lado do time valem a pena. "O curioso é que até sofrer pelo futebol é bom."
No caso das são-paulinas Kelly Bertassoni e Aline Chalegre, a conquista do mundial de clubes em 2005 é unanimidade como momento mais marcante. "Estava em casa, vi sozinha e foi emocionante", relembra Aline. A veterinária Kelly também viu o jogo sozinha e fala sobre a emoção: "Não tinha com quem comemorar, mas fiquei ali vibrando muito."
O futebol está tão presente na vida das torcedoras que até em momentos inusitados ele aparece. "Quando meu avô morreu, há cinco anos, eu e meu irmão colocamos uma camisa do São Paulo nele. Foi algo bastante significativo, que representou nossa relação com ele", explica Kelly. Na hora de pular de paraquedas, a veterinária também não teve dúvidas em relação ao traje. "Saltei com a camisa do tricolor. Foi muito legal porque o time apareceu em todas as fotos." (B.Q.)






