As aulas, na maioria dos colégios, só começam na metade de fevereiro. Mas a correria para a compra do material escolar tem início bem antes. Janeiro ainda nem terminou e muita gente já vasculha papelarias e livrarias atrás dos melhores preços. A meta é economizar. E aí surgem novas alternativas que podem ajudar o consumidor. Entre elas, as lojas de importados de preço único, onde, apesar da desvalorização do real frente ao dólar, ainda podem ser encontrados alguns itens com preços bem inferiores aos praticados pelas outras lojas.
E para não haver erro no que diz respeito à qualidade e durabilidade dos materiais, mas principalmente com relação à tabela de preços, a Secretaria de Defesa do Consumidor realizou uma pesquisa em 11 estabelecimentos diferentes de Curitiba. O resultado, foi uma variação de até 600% em alguns dos materiais solicitados pelos colégios. É o caso, por exemplo, da tesoura sem ponta. Enquanto em algumas lojas ela é vendida por apenas R$ 0,20, em outras chega a custar até R$ 1,40. A dica do Procon é para que os pais adquiram somente o necessário, descartando os supérfluos. Mas o que vale mesmo é uma pesquisa de preços. Isso porque nem sempre o material mais caro é necessariamente o melhor.
Os irmãos Felipe e Julio Alexandre Fachinni: gastos com material escolar não saem por menos de R$ 600,00 para cada umMas, e os livros? Normalmente são eles os grandes vilões das listas de material. Caros, eles costumam servir apenas para um ano letivo; depois seguem direto para o baú, para nunca mais ser usados. Por isso, algumas escolas adotam sistemas diferentes para a compra de livros. Uma delas é a Cooperativa Educacional Curitiba (Copec). Para evitar o preço alto praticado nas livrarias, a escola fez um convênio com as distribuidoras. ‘‘Elas vendem direto aqui para a escola e nós repassamos o desconto integralmente para os pais’’, conta a gerente administrativa Carmem de Castro. ‘‘Tem editoras que chegam a dar até 20% de desconto. A vantagem, numa lista de quinta série, por exemplo, é uma economia de até R$ 50,00. Com essa quantia, é possível comprar o restante do material de papelaria, e ainda sobra dinheiro’’.
Um desconto realmente considerável, quando em algumas listas de material chegam a aparecer até 15 livros diferentes. Um outro alerta é com relação aos defeitos que podem aparecer em cadernos, canetas, livros, mochilas e outras mercadorias. O prazo para a reclamação de defeitos em produtos não duráveis é de até 90 dias após a aquisição. E de 30 dias para os não duráveis. Por isso, é sempre bom conferi-los assim que chegar em casa.
Supérfluos demais A dona de casa Vera de Lima Fachinni já comprou quase todo o material escolar dos dois filhos pequenos, de 9 e 7 anos. Segundo ela, todo o ano é a mesma coisa. O gasto não sai por menos de R$ 600,00 para cada um. Valor que inclui também novas mochilas, estojos, tênis e uniformes. ‘‘E o pior é que isso é apenas o começo. Na metade do ano, sempre surgem novos gastos. Mais alguns livros, mais alguns fascículos e mais um dinheirinho que vai para as coisas da escola. Normalmente, a criança vê o que o amiguinho tem e quer um igual. E a gente acaba sempre comprando’’, afirma Vera.Dorico da SilvaO Procon recomenda aos pais que adquiram somente o necessário, alertando que nem sempre o material mais caro é o melhorVivian de Albuquerque

mockup