Um tratamento simples, rápido, eficiente e, o que é melhor, sem efeitos colaterais. Esses são alguns dos benefícios que a auriculoterapia tem a oferecer àqueles que sofrem de enxaquecas, estresse, depressão, ansiedade, alergias e até aos que buscam perder uns quilinhos ou largar de vez um vício.
''Tenho observado um resultado fantástico em dependentes alcóolicos e fumantes, com uma melhora superior a 50%. Mas é claro que o sucesso do tratamento, nesses casos, depende também do esforço e da vontade do paciente em largar o vício'', afirma a fisioterapeuta Ana Maria Camargo Costa, especialista em acupuntura e auriculoterapia, que nos próximos dias 13 e 14, ministrará, em Londrina, um curso para profissionais sobre a técnica.
A auriculoterapia é um método terapêutico, semelhante à acupuntura, que tem como base os fundamentos da medicina tradicional chinesa, através da teoria Yin/Yang, visando sempre um equilíbrio energético.
O princípio dessa teoria parte do pressuposto que uma pessoa só está bem quando está energeticamente equilibrada. ''A partir do momento que ela se encontra com suas energias em desequilíbrio poderá desencandear uma patologia física ou mental'', destaca.
Segundo a especialista, através de estímulos nos pontos situados no pavilhão auricular (orelha), em locais que são determinados a partir de uma avaliação criteriosa, é possível tratar diversos problemas. ''O primeiro passo é analisar o paciente como um todo até detectar a causa da patologia ou do sofrimento. A orelha também dá sinais de que algo não está bem, como por exemplo, o aparecimento de pontinhos, manchas, inchaços, colorações e até ferimentos. Através dessa avaliação, é possível descobrir o que deve ser tratado'', explica.
O tratamento dura em média de 8 a 13 sessões e consiste na fixação de agulhas semipermanentes (bem pequenas) ou de grãos de mostarda, em pontos espalhados da orelha. Após uma semana, o paciente deve retornar ao consultório para a troca dos pontos. A preço de cada sessão varia de R$ 25 a R$ 50.
De acordo com a auriculoterapeuta, a maior procura pelo tratamento é por pessoas que sofrem com a ansiedade, dores de cabeça e estresse. ''A atuação na pediatria gera um resultado muito mais rápido, mas são os adultos que mais buscam a técnica'', ressalta Ana Maria, que ainda vê pouca aceitação do método pela comunidade em geral. ''Infelizmente, há uma resistência das pessoas quanto à auriculoterapia, pois muitos a mistificam e não olham para o aspecto científico. É por isso que muita genta ainda desconhece o procedimento'', comenta.
Segundo ela, é preciso reforçar que o uso da técnica, associado a outras terapias, dinamiza os efeitos benéficos de qualquer tratamento, porém, não é um método totalitário, o que significa que não se pode tratar todas as patologias pela orelha.

Serviço: Curso de Auriculoterapia - teoria e prática, destinado a profissionais, dias 13 e 14 de setembro, no Cedro Hotel, Av. Juscelino Kubitschek, 200. Inscrições pelo telefone 3339-3745.

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