A Sociedade Rural do Paraná (SRP) vai eleger, no dia 24, a Rainha da 50º Exposição Agropecuária de Londrina. ''Não é só a beleza que conta não, desenvoltura, simpatia, elegância, postura, comportamento e uma série de requisitos'', adianta a diretora de relações sociais da SRP, Myriane Prochet.
Este ano são nove as candidatas que concorrerão ao título de rainha: Gabriella de Paula Dalefi, Jade Villi Sacca, Jéssica Varjão Crispim, Maria Eugênia Lopes, Marina Roque Bruno Oliveira, Nicole Negro, Rebeca Catharina Soares, Stefanie Zanon e Vitória Benine Pozzobon.
Ao contrário do que se imagina, a rotina das candidatas é puxada, como acontece na maioria dos concursos de beleza. Além da escola e outros deveres que já faziam parte do cotidiano, as meninas participam de um curso intensivo com professores de postura, passarela, comportamento, etiqueta e dança. A parceria entre a Rural e o Studio Desirée Soares oferece às candidatas uma preparação diferenciada que, segundo Myriane, ''possibilita melhor desenvoltura não só no concurso, mas durante e depois da feira agropecuária, quando elas têm de participar de eventos sociais, como jantares, leilões, e recepcionar autoridades''.
O curso preparatório para o grande dia está sendo realizado de segunda à sexta, às vezes aos sábados, com professores e coreógrafos do próprio Studio. Com cerca de duas horas de duração, as aulas acontecem em um ambiente favorável às candidatas, para que elas não fiquem intimidadas e aprendam coisas práticas e outros conhecimentos que levarão para resto da vida.
Para o coreógrafo de passarela Zeca Cordeiro, ''as meninas representam a imagem da feira, e esse treinamento só tem a valorizar as candidatas''. A primeira semana de aula foi ministrada pela professora de passarela, Edmara Alves, ''o anjo da guarda'' das candidatas, como ela é chamada pela diretora da Rural. Edmara trabalha toda a fase de postura e desfile, e também coordena as candidatas durante e após o concurso, no desenrolar da feira.
Ainda no treinamento, aulas de Comportamento e Etiqueta com o professor Eduardo da Silva, e de Marcação Coreográfica com Zeca Cordeiro.
''Quando participei do concurso Rainha da Expo, em 1985, não havia toda essa preparação. Eram apenas alguns ensaios e o concurso'', lembra Edmara. ''Agora, toda essa preparação faz com que as candidatas superem os seus próprios limites, promove o autoconhecimento e a interação entre as candidatas, além de dar mais segurança. ''As candidatas interagem, criam vínculos de amizade e não de rivalidade, como ocorre em alguns concursos'', observa Edmara.
As garotas também participam de aulas de dança com os professores do SR Studio de Dança, Rodrigo Rocha e Suzana Venturi. ''A nossa intenção é fazer com que as candidatas, por meio da dança, fiquem mais desenvoltas e interajam com o público. Por isso, na primeira aula fazemos um laboratório cênico com as meninas para elas se soltarem. A partir daí começamos a ensaiar a coreografia de dança, que este ano reserva surpresas, afinal, a Sociedade Rural está comemorando 50 anos, e pretendemos levar todo esse significado para a coreografia, seguindo o método de dança do famoso dançarino Jaime Arôxa'', revela o coreógrafo Rodrigo.
Com a coordenação da empresária Desirée Soares Bueno, o staff do Studio trabalha para que tudo saia perfeito, tanto na cenografia como as evoluções na passarela. A intenção é criar maior visibilidade para que os jurados possam escolher a rainha, uma vez que todas já são princesas, conforme o regulamento do concurso.
''Postura e etiqueta são muito importantes, mas é o conjunto visual que conta pontos na passarela'', comenta Desirée, que há 15 anos está envolvida na organização do desfile.
A reportagem da Folha da Sexta acompanhou algumas dessas aulas e conversou com as candidatas. As princesas foram unânimes em dizer que já aprenderam muito durante essa preparação, principalmente nas questões de relacionamento, importantes no dia a dia de cada uma, independentemente de receber a faixa de rainha ou não. Mas, uma coisa elas deixam claro: estão se esforçando ao máximo para conquistarem o título, que para algumas é um sonho alimentado desde a infância.

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