A bola da vez
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Elaine Souza <br> Reportagem Local 
Depois de permanecer por um período no limbo da moda, o veludo faz seu retorno triunfante e se torna, nesta estação, a bola da vez. Gostoso de vestir, quentinho e sofisticado, é considerado um tecido nobre e também é um dos poucos que podem realçar até um look mais simples.
Nas maiores revistas de moda o tecido é base de praticamente todos os editoriais. Sua profusão está em calças, saias, vestidos, blusas, sapatos: tudo tem veludo! Alguns combinados com outras texturas, como seda, couro, bordados, renda, entre outros.
Entre os mais vistos nas passarelas do Brasil e do mundo estão o cristal e o molhado, traduzidos em criações elegantes até os looks mais casuais. Fácil de combinar, o tecido é presença em diversas coleções. Animale, Huis Clos, Lino Villaventura, Tufi Duek, Le Lis Blanc, Gucci, Versace, Balmain, Bottega Veneta são algumas grifes que apostaram nele.
No Oscar, um um dos eventos mais badalados do mundo, Angelina Jolie reinou absoluta em um longo de veludo preto da grife Atelier Versace.
Seu brilho e textura, que evocam luxo e nobreza, aparecem em diversas cores, sendo o clássico preto, que divide a cena com tons impactantes como vermelho, marrom, verde, azul, camelo.
O veludo - palavra de origem do latim (villosus) - surgiu no Oriente, mas foram a Itália e a França que passaram, na Idade Média, a produzi-lo. Confeccionado no século XIX com fios seda, ganhava formas em casacos e vestidos e, no século XX, fazia um enorme sucesso em roupas de festas.
Já nas décadas de 1960 e 1970 passou a ser visto em saias e calças - as famosas calças de veludo cotelê. Esquecido nas décadas de 1980 e 1990, a Gucci e o estilista Tom Ford ''ressuscitaram'' o tecido trazendo-o de volta ao século XXI.
Sua composição pode ser lã, algodão, seda natural e misturas de fibras, mas a maioria dos veludos desfilados por aí são feitos de raiom acetato, uma fibra artificial à base de celulose, o que torna o tecido mais acessível.











