Faltando exatamente um mês para o Natal, muitas famílias já começam a pensar na decoração da casa para a festa mais esperada do ano. Uma época de muita cor e brilho, em que as pessoas dão vazão ao tradicional hábito de colocar símbolos natalinos em tudo, sempre nos tons alegres típicos da data.
Para atender à demanda, as lojas recheiam suas prateleiras com produtos nacionais e importados. Mas quem prefere dar um toque pessoal à decoração, ainda está em tempo de soltar a imaginação e fazer alguns enfeites em casa. Entre as opções estão as peças de porcelana e cerâmica, sugestão apresentada numa feira realizada no último final de semana, no Shopping Quintino. Organizada pela Associação de Arte em Pintura e Porcelana de Londrina (Aapolo), a feira mostrou várias opções para quem quer se aventurar pelo mundo da arte que vai ao fogo para o acabamento.
Criada há mais de 20 anos por artistas da cidade, a Aapolo tem hoje cerca de 50 associados ativos, que realizam os mais diferentes trabalhos em cerâmica, porcelana, baixo-esmalte e vidro. ''Definimos essa arte como técnica do fogo porque todas as peças precisam passar por altas temperaturas para ficarem prontas. Mas a associação também tem artesãos que trabalham com madeira, tecido, telas'', diz a presidente, Jane Bedutti.
Além de trocarem informações entre si, os artistas aproveitam datas especiais para realizar exposições e bazares com seus trabalhos. ''Nossa intenção é não deixar que esse tipo de arte morra'', comenta Nêmora Fasolo, uma das diretoras da associação.
Atualmente o grupo realiza cerca de quatro eventos por ano, entre eles a Caneca da Solidariedade, cuja arrecadação é repassada para o Hospital do Câncer do Londrina. ''Neste caso, a associação doa as peças, o artista fornece as tintas e o seu trabalho. No Bazar de Natal abrimos espaço para o HC e para a Toca de Assis, que ajuda moradores de rua'', lembra Jane.
Devido à falta de recursos, a Appolo não tem uma sede própria para oferecer cursos para os interessados, mas para quem tiver quiser aprender é só procurar algum ateliê da cidade.
De acordo com Nêmora, um iniciante precisa de cerca de R$ 100 para comprar as peças, tintas e pincéis necessários, além de assistir a pelo menos três horas de aula da técnica escolhida. ''Depois é só usar a imaginação. E quem não sabe desenhar pode utilizar os modelos de revistas especializadas'', afirma.
O preço das peças prontas varia de R$ 5 a R$ 500. ''Muitas vezes é mais barato comprar uma peça pintada a mão do que uma industrializada. Temos pratos decorativos por R$ 25. Considerando que é exclusivo, não acho caro'', diz Jane.

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