Uma autora dedicada ao meio ambiente
Em nome da Educação Ambiental, Noemia Leles de Freitas escreve para influenciar crianças
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de setembro de 2019
Em nome da Educação Ambiental, Noemia Leles de Freitas escreve para influenciar crianças
Walkiria Vieira - Grupo Folha 
Natural de Arapongas, a escritora Noemia Leles de Freitas encantou-se pela natureza ainda menina. A tarefa de ajudar o pai na roça era encarada por ela e pelos 12 irmãos com alegria e, na rotina diária, Noemia foi assimilando as informações do campo com paixão. A lembrança do plantio e da colheita de café, arroz, feijão e algodão, transformou em amor e proteção ao ambiente. Na prática, passou a escrever, dar palestras e a estender seus conhecimentos a outras pessoas. Além de identificar árvores no Parque Governador Ney, renovou as belezas naturais. "Plantei 27 mudas de peroba rosa, três de pau brasil, e muitas de cedro, saboneteira, jequitibá e araucária", conta. Autora de "A Árvore que Não Queria Morrer (1996), "A Princesa e a Floresta" (2015) e "O Trigo e o Pãozinho", a autora assina ainda a coleção "O Mundo das Sementes."

Como era a sua escola?
Eu só fui para a escola com oito anos. Estudei no Marques de Caravelas da 1ª a 4ª série e, com tantos irmãos, cheguei a estudar junto com um deles, o Antonio. Íamos juntos, brincávamos e voltávamos para casa. Eram muitos quilômetros de caminhada.
Suas notas eram boas?
Sempre. Esses dias eu fui atrás do boletim. Não gostava muito de Matemática, mas em compensação amava História e decorava as dissertações sem olhar no papel.
Quais lembranças marcaram esse faze inicial?
Nós chegávamos na escola formávamos fila e cantávamos o hino. Um dia era o Nacional, no outro o da Bandeira e eu gostava muito. Sabia todos de cor. A postura para o hino se estendia à sala de aula e sempre que alguém chegava, nós nos levantávamos e seguíamos as regras de educação.
Tem alguma lembrança especial dessa época?
Sim, da fotografias que fazíamos com o globo no fundo. Éramos avisados antes e havia uma euforia, o dia da foto na sala de aula era muito gostoso. Depois vinha expectativa de receber a foto, levar para casa e rever a lembrança.
Os professores marcaram esse período?
Sim. Tanto é que sei o nome de todos os professores. Na 1ª série, Ayde de Paula, na 2ª ano, Cloris Manuel, na 3ª, a professora Aleidah Costa Santos Oliveira e depois fui para a colônia Novo Mundo com a professora Elenita Rodrigues Vieira. Eu encontrei a Elenita depois de 56 anos, uma grande alegria.
Como era o lanche?
Recebíamos no Grupo Escolar leite de soja. Era um recreio rápido e, se desse tempo, brincávamos de roda ou pega-pega. Gostava muito de fazer tarefa de casa. Para poder brincar, tinha que terminar a tarefa. Então eu me impus essa regra porque se não tivesse feito a tarefa, minha cabeça não funcionava. Sempre gostei da escola. tanto é que nas férias, sentia falta.
Como era o material escolar?
Muito simples. O caderno de religião e o de português. Além disso, o caderninho de caligrafia e o de quadradinhos, que era o de matemática.


