Um novo incentivo à iniciação científica
Com resultados para o cotidiano, iniciação científica começa cada vez mais cedo nas escolas
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 08 de outubro de 2019
Com resultados para o cotidiano, iniciação científica começa cada vez mais cedo nas escolas
Walkiria Vieira - Grupo Folha 
Estimular novas vocações em ciências e engenharia por meio do desenvolvimento de projetos criativos e inovadores. Aproximar as escolas públicas e privadas das universidades, criando oportunidades de interação espontânea entre os estudantes e professores das escolas com a comunidade universitária (estudantes, professores, funcionários), para uma melhor compreensão dos papéis das universidades em ensino, pesquisa, cultura e extensão. Criar oportunidade para jovens pré-universitários brasileiros entrarem em contato com diferentes culturas e estarem próximos de reconhecidos cientistas. Esse é o objetivo da FEBRACE, a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, desde 2003 em ação. Mas há outros programas nacionais dedicados à mesma finalidade.
Para participar da FEBRACE o estudante deve desenvolver um projeto em uma das categorias: Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas e Engenharia. Deve preparar um Plano de Pesquisa, um Diário de Bordo (deve acompanhar todo o trabalho do início ao fim), o relatório do projeto e seu resumo. O projeto deverá ser desenvolvido seguindo a Metodologia Científica ou a Metodologia de Engenharia.
Em 2019, foi realizada a 17ª cerimônia de premiação. Entre os contemplados, o projeto de Campo Largo, no Paraná, intitulado “Samis: O Uso do Sabugo de Milho para Substituição do Poliestireno ; De Valença, na Bahia, “ACAPELA: Aparelho de Comunicação Alternativa para Pessoas com Esclerose Lateral Amiotrófica”; de Belo Horizonte, Minas Gerais, o projeto “Confeitaria de Precisão utilizando impressora 3D de chocolate; de Imperatriz, no Maranhão, vem o “Sensor de Enchentes: Método de Prevenção Para Inundações; ” de Campinas (SP), o projeto, “Desenvolvimento de Ferramenta para Identificação de Padrões Associados à Discriminação de Gênero em Textos Através de Algoritmos de Processamento de Linguagem Natural.” Ou seja, projetos de diferentes natureza, de qualidade e que trazem impactos diretos para a sociedade e oportunidades para estudantes de todas as regiões.
A FEBRACE é um projeto permanente, que culmina em na feira anual como seu evento principal, concedendo grande visibilidade em todo o Brasil durante todo o ano. Envie um email para [email protected] para obter maiores informações.

Novos talentos também incentivam pesquisa
A iniciação científica pode ser um divisor de águas e despertar a vocação científica de jovens talentos. Pesquisador, estudante e presidente da World International Fairs Association, Eduardo de Andrade tem 16 anos e cursa o último ano do Ensino Fundamental II. Aos 11 anos, apresentou o seu primeiro projeto científico "Usei o jogo Minecfraf e mudei sua programação com um fim educacional - para que estudantes aprendam sobre os biomas brasileiros". O primeiro lugar na Feira de Ciências do Colégio Saber , no Recife, reservou a ele a classificação para a etapa estadual, um credenciamento para o México e para a Febrace - a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia. Depois, o estudo sobre a microcefalia e como atender crianças em idade escolar nas escolas, levou o estudante à Bélgica.
Em abril desse ano, o jovem fundou uma associação com um objetivo: "Conectar pessoas, estudantes e países", explica. Com o foco em incentivar a iniciação científica antes mesmo de o ingresso na Universidade, Andrade faz da sua experiência, o principal combustível para motivar alunos, professores e familiares sobre as possibilidades existentes. Filiado a 50 feiras no mundo e com 1200 estudantes credenciados, Eduardo assume as responsabilidades: "Enquanto meus amigos estavam jogando Minecraf, eu fazia planilha orçamentária". Eu não tenho visão empreendedora, é pedagógica".
Em recente visita a Londrina, o jovem veio trazer a estudantes seus conhecimentos e apresentar a eles caminhos para que possam ir longe em seus anseios. "O Colégio Mãe de Deus, neste ano de 2019, trouxe para seu currículo regular a disciplina de Iniciação Científica. Os projetos de Iniciação Científica têm como missão despertar a vocação científica e incentivar talentos potenciais entre estudantes do Ensino Fundamental II e o Ensino Médio, possibilitando a sua participação ativa em atividades de pesquisa", explicou a assessoria de imprensa do colégio.
Dentro da disciplina, a unidade promoveu uma mostra científica. "Nossa Mostra Científica cresceu e nesse ano optamos pela formato Fórum. "Ao todo, mais de 100 trabalhos de pesquisas serão apresentados pelos alunos. Avaliadores, doutores e mestres nas mais diversas áreas do conhecimento de importantes universidades estarão presentes neste evento", segundo a organização.
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