Um ativo de respeito


Nelson Bortolin - Grupo Folha
Nelson Bortolin - Grupo Folha


 

Um ativo de respeito
Gisele Mendonça - Grupo Folha
 



Toda vez que há ameaça de crise internacional, ele se valoriza. Foi assim no início de agosto, com o recrudescimento da disputa comercial entre Estados Unidos e China. O grama do ouro chegou à marca de 48,27 dólares, na terça-feira (13), o maior valor em pelo menos seis anos. “Historicamente, sempre que há algum tipo de incerteza global, os investidores partem para o ouro, que consideram um porto seguro”, diz o assessor de Investimentos Eduardo Guergoleti, sócio proprietário da youp! Financial Group, credenciada à Guide Investimentos.

Mas, na opinião do assessor, não é o caso de trocar outros investimentos pelo metal. “Até porque, após a tensão, o valor do ativo tende a cair.” O ouro, segundo Guergoleti, deve ser um ativo a mais na cesta dos investidores. “Ter uma diversificação em ouro é bom para o longo prazo”, conta.



Segundo o economista Gabriel Vansolini, sócio da Bravus, credenciada à XP Investimentos, os investidores estão em “standy by” devido à crise entre China e Estados Unidos. “Tem gente preocupada, mas ainda não há orientação para mudar portfólio”, declara.

Se a guerra comercial de fato acontecer, ele diz ser possível “tomar uma posição mais defensiva” com o ouro.

Para Larissa Silva, gerente de Marketing da Parmetal DTVM (Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários), alocações em ouro, de 2% a 10% da carteira, podem proteger e melhorar o desempenho dos investimentos. “Cada vez mais pequenos investidores vêm apostando em ouro. Mesmo assim, o metal representa menos de 1% das alocações em ativos financeiros no Brasil”, afirma.

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Folha Arte
 



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