Proteu comemora 40 anos com 'Tango'
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segunda-feira, 18 de março de 2019
Celia Musilli 
Proibida de ser encenada no Rio de Janeiro no período mais repressor da ditadura militar, a peça "Calabar - O Elogio da Traição" foi encenada pela primeira vez no País em Londrina. O polêmico texto assinado por Chico Buarque e Ruy Guerra foi apresentado na íntegra em 1979 pelo grupo Proteu - Projeto de Teatro Experimental Universitário. Comandada pela diretora Nitis Jacon, a companhia londrinense conseguiu driblar a censura e lotar o Teatro Ouro Verde em uma sessão 'secreta', com convite distribuídos pelo elenco a um público local seleto.

O mesmo espaço que abrigou grandes espetáculos protagonizados pelo pioneiro grupo teatral pé-vermelho servirá de palco para o seu retorno 23 anos após a dissolução da companhia criada na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Resgatando o forte viés político que marcou sua trajetória artística e foi responsável por inserir o nome de Londrina no movimento da vanguarda teatral brasileira, o Proteu volta ao Teatro Ouro Verde no dia 29 de abril para celebrar o aniversário de quatro décadas de formação.
O espetáculo escolhido para a retomada foi "Tango", do polonês Slawomir Mrozek (1930-2013). "Esse texto está presente em várias coletâneas como um dos mais importantes do século XX", afirma Willian Pereira, ex-integrante do grupo que se especializou em direção teatral e aceitou o desafio de dirigir os antigos colegas de grupo.
Vanguarda - Movimento que apresenta conceitos novos e modernos, de conteúdo geralmente artístico
Tango - Texto do polonês Slawomir Mrozek é considerado uma referencia teatral do século XX


