Por inclusão nas salas de cinema
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de agosto de 2019
Marcos Roman - Grupo Folha 
Portadores de deficiência auditiva e visual deverão ter acessibilidade garantida em todas as salas de cinema do país a partir do dia 1º de janeiro de 2020. A determinação é prevista na Instrução Normativa 128/2016, da Agência Nacional do Cinema (Ancine). Na prática, as redes cinematográficas se tornarão obrigadas a oferecer recursos de audiodescrição e tradução em Libras em todas as sessões. Até o dia 16 de setembro deste ano, os exibidores precisam ter atingido a meta de 35% das salas dos grandes complexos e 30% das salas dos grupos menores.
De acordo com o secretário-executivo da Ancine, João Pinho, a agência já tem realizado fiscalizações sobre o cumprimento da exigência de que a partir de junho 15% das salas de grandes complexos deveriam disponibilizar os recursos de legendagem, legendagem descritiva, audiodescrição e Língua Brasileira de Sinais (Libras) para quem solicitar.

Ele destaca que o Brasil é pioneiro na área, sendo o único país que exige exibição cinematográfica com língua de sinais. “Temos recebidos feedbacks qualitativos, muito emocionantes, de pessoas com deficiência que nunca tinham ido ao cinema na vida, pessoas que nunca viram ou assistiam filme sem entender. A gente vê que está impactando positivamente a vida dessas pessoas”, explicou.
As cinco redes cinematográficas que atuam em Londrina afirmaram que devem cumprir o prazo estabelecido pela Ancine para disponibilizar recursos que garantam a acessibilidade de portadores de deficiência auditiva e visual até o dia 1º de janeiro de 2020.
Audiodescrição: Faixa narrativa adicional para idosos ou pessoas com deficiência que consomem meios de comunicação visual, como o cinema.
Libras: A sigla de Língua Brasileira de Sinais, um conjunto de formas gestuais utilizado por deficientes auditivos para a comunicação


