Imagem ilustrativa da imagem Plano de mobilidade prevê trem que levita em Londrina
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Um convênio entre a Prefeitura, a UEL (Universidade Estadual de Londrina) e empresários permitirá a troca de conhecimento e tecnologia com a China, para desenvolvimento, na cidade, de um sistema de trem por levitação eletromagnética. A iniciativa permite até mesmo a implantação do modelo de transporte no município e é parte do Plano de Mobilidade Urbana local, que representantes do Ippul (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina) apresentaram no sábado (26), em audiência pública na sede do Sincoval (Sindicato do Comércio Varejista de Londrina).

Parte dos números já começaram a ser divulgados, mas o plano completo permitirá produzir um inventário sobre o atual sistema viário de Londrina, com mudanças necessárias em rotas e infraestrutura. Nesse contexto, o engenheiro ferroviário Eduardo David buscará fechar um convênio de intercâmbio entre UEL e a Universidade de Changsha, que fica 1,5 mil quilômetros ao sul de Pequim. A escolha de Changsha se deve ao desenvolvimento, na universidade local, da tecnologia do trem de levitação eletromagnética de baixa velocidade, que anda em até 120 km/h e opera em duas cidades de lá.

“A tecnologia de levitação supercondutora do Maglev Cobra ainda não está homologada. A tecnologia proposta para Londrina, de levitação eletromagnética, está operacional em Changsha, desde junho de 2016. A questão é apenas de adequação da realidade chinesa para o Brasil, sem necessidade alguma de importar a engenharia civil, que é o maior custo nos projetos de infraestrutura." David ressalta que o interesse não representa garantia alguma de que Londrina terá veículos de levitação magnética. Porém, afirma que existe uma importância em criar pesquisa e desenvolvimento nessa área localmente. O estudo deve demorar mais um ano, a partir do lançamento oficial dos dados neste sábado.

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