O Marco Zero de Londrina
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 27 de agosto de 2019
Vitor Ogawa - Grupo Folha 

O dia 21 de agosto deste ano marca os 90 anos do dia em que a Expedição Smith chegou ao Marco Zero de Londrina. Ela recebeu esse nome porque foi chefiada por George Craig Smith, um jovem paulista descendente de ingleses que na época tinha 20 anos e era funcionário da Companhia de Terras Norte do Paraná. A caravana que veio ao então Patrimônio Três Bocas foi composta por 12 pessoas.
A expedição começou em um Ford 1929, mas a mata era fechada. A estrada era muito precária e não havia pontes. Por esse motivo foram utilizadas canoas e tropa de burros para se deslocar até a região. Segundo relato registrado por Smith no livro “Colonização e Desenvolvimento do Norte do Paraná”, escrito pelo jornalista Rubens Rodrigues dos Santos, quando partiram no dia 20 de agosto havia uma neblina fria nos vales. E que no mesmo dia chegaram a Jataí.
“Em Jataí tratamos logo de comprar uma tropa de burros de carga e montaria para prosseguir viagem até as terras da companhia. Contratamos também os serviços de um índio para nos servir de guia”, segundo o relato de Smith. “Bem cedo, no dia 21 de agosto de 1929, tratamos de atravessar o majestoso rio Tibagi. Como não havia ponte nem balsa, todos os animais atravessaram a nado, um por um. Enquanto um de nós ia remando numa canoa feita de tronco de árvore, outro segurava o burro pelo cabresto e guiava-o até a outra margem”.
Quando finalmente chegaram ao seu destino, por volta das 16h30 da tarde, a marcação do ponto inicial de Londrina foi realizada pelo agrimensor russo Alexandre Razgulaeff, que disse “Chegamos”, ao martelar a estaca de madeira que deu início ao empreendimento agro imobiliário.
SALVE A IMAGEM E IMPRIMA PARA UTILIZAR A SALA DE AULA



