Novas regras da Fórmula 1 diminuem abismo entre equipes
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terça-feira, 02 de abril de 2019
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Uma das grandes queixas sobre as últimas temporadas da Fórmula 1 era o abismo entre as equipes mais fortes, Mercedes, Ferrari e Red Bull, e o restante do grid. Mas a primeira corrida da temporada mostrou um cenário diferente (e até inesperado) dentro da categoria: com as novas regras, que estrearam há pouco mais de duas semanas, na Austrália, o chamado meio do pelotão encostou nos times de ponta.
Em Melbourne, na primeira parte do treino que decidiu o grid de largada, o campeão Lewis Hamilton, da Mercedes, fez 1min22s043 e Lance Stroll, da Racing Point, o primeiro entre os eliminados, marcou 1min23s017. Ou seja: entre o primeiro e o 16º colocado não havia nem um segundo.
As equipes que tiraram parte da diferença para Mercedes e Ferrari são Alfa Romeo (a que mais cresceu), Renault, Haas, McLaren, Racing Point e Toro Rosso. Colocando em números, enquanto os ponteiros melhoraram 0s6 em relação ao começo do ano passado, a evolução do meio do pelotão foi de 0s9 (caso da Renault, a que menos cresceu no meio do pelotão) a 2s2 (caso da Alfa Romeo).
Apesar disso, a segunda etapa do Mundial de Fórmula 1, o GP do Bahrein, disputado no último fim de semana, teve nova dobradinha da Mercedes, com vitória de Lewis Hamilton e Valtteri Bottas em segundo lugar, invertendo as posições do pódio na Austrália. Charles Leclerc, da Ferrari, perdeu a liderança a nove voltas do final por causa de um problema no motor e acabou em terceiro.
MERCEDES, FERRARI E RED BULL – Juntas, as três escuderias conquistaram 11 dos 12 últimos Mundiais de Construtores da Fórmula 1
RENAULT – Equipe do primeiro título do heptacampeão Michael Schumacher (quando ainda se chamava Benetton), não vence um Mundial desde 2006


