Na floresta, a luta dos brigadistas
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terça-feira, 03 de setembro de 2019
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"Quando a gente entra, a gente entra para ganhar." A frase é um lema, uma máxima repetida entre os brigadistas que se preparam para encarar mais um dia de frente para o fogo que se alastra pela Amazônia. É, também, uma postura de cautela frente ao poder das chamas, em que, muitas vezes, é preciso recuar. A reportagem do jornal “O Estado de S. Paulo” acompanhou a ação realizada pelos brigadistas do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e sua divisão de combate a queimadas, a Prevfogo, no sul do Amazonas.

O enfrentamento não foi feito com o uso de aviões ou helicópteros, mas em solo. Enxada, abafador, facão, soprador, bombeador de água, galhos. As ferramentas carregadas em caminhonetes são levadas pelo brigadistas, que entram pela floresta orientados pela fumaça. Um abre o caminho com o facão, outro avança com o soprador abastecido por gasolina. Abafadores de borracha são usados para apagar o que ainda resta aceso. Com enxadas, outros tratam de isolar áreas para tentar impedir que o fogo se alastre. Um pequeno esguicho de água elimina a chance de o fogo voltar.
O trabalho é lento e o vento, traiçoeiro. De um instante para o outro, muda de direção e o lugar que parecia o mais seguro passa a ser de risco iminente, com labaredas que sobem em velocidade imprevisível. Por mais de uma vez, Amaury Tenharin, brigadista-chefe, teve de gritar. "Recuar! Recuar!"
Uma correria no meio da mata. Em segundos, áreas do tamanho de um campo de futebol são engolidas pelas chamas. Nos horários mais quentes, entre as 11 e 15 horas, surge a maior parte dos novos focos de incêndio. O trabalho dos combatentes, que costuma começar por volta das 16 horas, normalmente segue noite adentro
O batalhão de 19 brigadistas de Amaury se reveza nas entradas da floresta. Eles recebem de 1 a 4 salários mínimos por mês, mais auxílio-alimentação.
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