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. | Foto: Sérgio Ranalli - Grupo Folha

Prefeitos de pequenos municípios e a Faciap (Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná) respiraram aliviados com a decisão dos senadores que, na madrugada da terça-feira (2), rejeitaram as mudanças que o governo federal pretendia fazer no abono salarial dos trabalhadores.

Com a proposta, que foi retirada da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da reforma da Previdência, um milhão de paranaenses perderiam o direito ao benefício, segundo estudo do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O contingente representa 35,6% do mercado de trabalho formal e 68,3% dos atuais beneficiários do programa.

Para ter direito ao abono salarial é preciso ainda estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos e ter os dados atualizados pelo empregador na Rais (Relação Anual de Informações Sociais). A reforma pretendia reduzir a média mensal limite para 1,3 salário mínimo ou R$ 1.364,43

O Dieese não sabe ao certo qual seria o impacto financeiro da mudança. Isso porque o abono é proporcional ao número de meses trabalhados no ano. Se todos os trabalhadores que perderiam o direito tivessem trabalhado os 12 meses, a perda seria de R$ 1 bilhão para o Paraná e R$ 12,7 bilhões para o País.

Em Jaguapitã, 89,4% dos trabalhadores que contam com o benefício iriam perdê-lo. Na cidade de 13.500 habitantes, a 57 quilômetros de Londrina, as 3.351 pessoas que ficariam sem o abono representam 62% do total de trabalhadores com registro em carteira.

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. | Foto: Folha Arte
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