Mil motivos para aprender
Com didática e entusiasmo, educadora cativa mestres e aprendizes
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terça-feira, 23 de abril de 2019
Com didática e entusiasmo, educadora cativa mestres e aprendizes
Walkiria Vieira - Grupo Folha 
A escola é um dos ambientes em que a professora e contadora de histórias Renata Suzue Ogata mais se sente à vontade. E não é de hoje. Ainda bem miudinha, nos primeiros anos de alfabetização, já se animava para as aulas, provas e trabalhos com prazer e disciplina. Os cadernos novos eram para Ogata motivo de entusiasmo e o começo de ano letivo, o reencontro com os professores e colegas um universo que a revigorava. Essa relação tão positiva, ao longo do tempo, a fez compreender que a vida escolar não iria ficar por ali. Decidiu seguir os passos da mãe, ser educadora. Motivada, sente-se realizada profissionalmente, valoriza o que faz e está sempre se aperfeiçoando.
Sua habilidade em passar adiante o que sabe é notória e, há 15 anos, dedica-se também a contar histórias e tornar a Literatura ainda mais atrativa para os pequenos. Ela é professora da rede municipal de ensino para alunos da Educação Infantil e também dá cursos de contação para outros professores. A aptidão para as costuras fez Suzue incrementar o momento da narração com os bonecos de pano que ela própria confecciona e que são encomendados até mesmo por outros especialistas da área. De forma criativa, Ogata faz de seu trabalho um grande compromisso na formação dos educandos e transforma suas aulas em atividades atrativas. “Sempre amei desenhar e era um sonho conhecer Mauricio de Souza. Gostava do grupo Menudos, do Didi dos Trapalhões e do Charlie Brown.”
O que você mais gostava de fazer na escola quando criança?
Gostava de desenhar, conversar com as amigas e professoras, dos momentos raros de literatura infantil quando a professora trazia livros para todos apreciarem na sala de aula e de escrever. É difícil lembrar de algo que não gostasse na escola. Sempre amei estudar.
Qual a melhor lembrança desse período de escola?
Caderno novo, até o cheiro da cola branca dá saudade. As brincadeiras de roda, as professoras amigas.
Havia alguma matéria que gostava mais? E qual era a que gostava menos?
Eu amava Português, Literatura e Educação Artística dependendo da professora. A que menos apreciava era Química, que por sinal tinha uma professora muito brava.
O que você gostava de comer na hora do recreio?
Eu era muito tranquila com a merenda, comia quase tudo! Mas amava quando meu pai me dava um dinheirinho pra comprar chips de bacon e geladinho de coco queimado do seu Bira. Minha mãe fazia coxinhas pro meu irmão vender na porta da escola. Eu tinha direito a uma todos os dias.
Você já ficou de castigo ou levou bronca do professor alguma vez? Como foi?
Castigo nunca fiquei. Mas bronca injusta levei. Eu fazia tudo adiantado e sobrava tempo pra papear com as amigas no fundo da sala, isso foi na terceira série do ensino fundamental. Então a professora nova (poderia ser até temporária ou estagiária) deu um grito no meu ouvido, fiquei muito magoada e constrangida. Nunca esqueço os olhos arregalados dela. Era moça nova e bonita. Mas muito BRAVA.
Suas notas eram boas? Qual a disciplina em que ia melhor?
Minhas notas eram excelentes. Ia bem em todas com destaque em Matemática e Português. Ah, em Educação Artística sempre tirava nota máxima.
Já gostava do universo dos livros quando criança?
Sim! A biblioteca ambulante era minha paixão. Chamava biblioteca ambulante da turma da mônica. Era um ônibus lindo todo colorido que visitava as escolas. Eu me recordo do meu primeiro livro emprestado e meu favorito até nos dias de hoje: A Fonte Luminosa de Walmir Ayala, com ilustrações de Semírames N.Paterno.

E quando criança, imaginava que teria essa profissão?
Não. Quando criança eu queria ser médica. Até a adolescência sustentei este desejo. Mas depois de morar 10 anos no Japão mudei de ideia. Minha mãe sempre foi professora e eu a ajudava muito nas escolas que trabalhou com desenhos e brincadeiras com as crianças. Isso me mostrou novos horizontes e hoje sou feliz com minha escolha. Cursar pedagogia na UEL foi um passo muito decisivo do qual me orgulho muito.
Quem eram seus ídolos nessa época?
Sempre amei desenhar e era um sonho conhecer Mauricio de Souza. Gostava do grupo Menudos, do Didi dos Trapalhões e do Charlie Brown .


