Meninos têm uma probabilidade 64% maior do que meninas de repetir de ano no Brasil, mostra estudo divulgado pelo Unicef e pelo Instituto Claro. No ano passado, 2,6 milhões foram reprovados, o que corresponde a 11,3% dos alunos e 6,9% das alunas. A partir de dados das redes estaduais e municipais obtidos pelo Censo da Educação Básica, o trabalho mostra ainda a dimensão da exclusão no País: apenas em 2018, 912 mil estudantes abandonaram a escola. Outros 2,6 milhões foram reprovados, o que corresponde a 11,3% dos alunos e 6,9% das alunas.

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Chefe de educação do Unicef no Brasil, Ítalo Dutra afirma que as possíveis explicações para a diferença de gênero ainda estão sob análise, mas algumas questões já são conhecidas por trabalhos anteriores ou pela interlocução com as escolas. "Meninos tendem a manifestar mais cedo desinteresse na escola e ingressar mais de forma precária no mercado de trabalho", afirma.

Dutra destaca também que a exclusão revelada pelo relatório é um tema que está cada vez mais na agenda dos gestores, mais ainda é pouco conhecido pela sociedade civil. "Há uma percepção social de que todo mundo está incluído, mas não é verdade."

Além do número de cerca de 2 milhões de crianças fora da escola já detectado em pesquisas do IBGE, a fotografia de 2018 revelada pelo estudo mostra um cenário preocupante especialmente para o ensino médio. Dos 912 mil estudantes que deixaram a escola no ano passado, 50,6% estavam nessa etapa. A escolarização é obrigatória no Brasil para a faixa etária de 4 a 17 anos.

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