Maio Amarelo em Londrina
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 07 de maio de 2019
Micaela Orikasa - Grupo Folha 

O mês de maio ganhou a cor amarela para chamar a atenção de toda sociedade sobre a violência no trânsito. Somente em 2018, em Londrina, foram registrados 4.500 acidentes e 83 pessoas perderam a vida. “Vale lembrar ainda que muitas pessoas podem ter tido sequelas, o que compromete a vida toda", diz o coordenador de Educação da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), Carlos Eduardo Ribeiro.
Para marcar o início das atividades em Londrina, centenas de pessoas participaram de uma caminhada, na manhã de quinta-feira (2), no Calçadão. Elas carregaram cartazes, faixas e bexigas amarelas, com a intenção de lembrar os mortos e feridos nas ruas da cidade. “É uma manifestação pela vida e uma forma das pessoas demonstrarem que estão preocupadas com a realidade do trânsito”, comenta Ribeiro. Ao longo do mês, haverá fiscalizações por toda a cidade, passeio ciclístico e ações educativas.
Entre os participantes, estava Irma Mendes Dias, 69. Ela já perdeu um irmão e um filho, em datas diferentes, mas ambos por acidente de carro. “Não tem como dizer o que é perder um filho. Ele tinha 30 anos e até hoje eu penso que ele está viajando", desabafa, ressaltando a violência nas ruas. "A gente vê acidente toda hora”.
Das 83 mortes no trânsito de Londrina, metade era de motociclistas. Tal fato demanda uma atenção especial para esse grupo de condutores, e a história de Claudines Bartolomeu, 48, é um exemplo do quanto a imprudência no trânsito pode impactar vidas. Em 1991, ele foi vítima em um acidente com moto. “Um veículo cruzou a preferencial e me acertou. Tive uma lesão raquimedular e perdi todos os movimentos do pescoço para baixo."
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